Quarta-feira, 16 de Novembro de 2005

Prato do Dia

Dizem que nas e pelas mudanças, que gostamos umas mais que outras, se descobrem novos ou redefinem …objectivos.
Penso que neste momento, querem redefinir por ti, os teus.
Compreendo que te sintas segura de andar para trás e para a frente, pela linha continua de uma postura que conheces. Afinal é somente…o teu caminho de sempre.
Chegas ao restaurante e é como não te darem o menu, onde estão contemplados, se for restaurante que se preze do nome, todos os pratos disponíveis e possíveis de ler e se poderem pedir a fim de serem saboreados., degustados e por fim, saciarem a tua fome. O mesmo na secção dos vinhos.
Mas não. Chega o empregado para apanhar e receber o teu pedido, mas sem te fornecer nem o menu, nem o tempo para a escolha. Começa a debitar todos os pratos possíveis, mas fiando-se que nem estás à espera daquele exercício. Vai repetindo entre o decorado e encomendado, o que lhe interessa que escolhas: o prato do dia.
Pedes um momento para decidir enquanto ele traz a bebida. (no fundo pedes é tempo para ver se apanhas o outro empregado que por ali anda, para ver se ele é diferente). Aproveitas a passagem de outro empregado e levantas a cabeça. Ele apercebe-se e aproxima-se.
Esboças um: -Olhe, seria possível…
És interrompida. O teu discurso e voz são interrompidos, pelo atropelamento verbal do outro empregado:
-Deseja pedir? Pois com certeza (sem dando oportunidade de resposta e tomando por sim, a resposta e silêncio, para nem te ouvir, nem olhar). Debita exactamente o mesmo, com a variante de trocar os pratos por ordem e com certas nuances inserir novamente o prato do dia.
Em todo o seu discurso, não te olha e no bloco, mesmo antes de recolher a tua resposta, a tua opção, começa a escrever no bloco: Dois pratos do dia.
O outro empregado, passa, olha o colega e anui com a cabeça em sinal de concordância. Gesto mecanizado, de trabalho automatizado, realizado.
Olhas para um, para outro em silêncio. Tentas abrir a boca a fim de sair alguma coisa, nada sai. Pratos, pratos e mais pratos. Apercebes-te da ginástica malabar gastronómica e percebes que estão interessados em ceder-te o mesmo e único prato: o prato do dia.
Ficas indecisa entre o levantar e abandonar o restaurante, ou ver aquela ginástica de pratos que tem na sua génese uma só coisa: não passa de roupa velha.
- Esperamos vê-la brevemente, novamente. E neste restaurante, sabe…é melhor e menos perigoso do que se come nos outros restaurantes por ai. -Diz um.
- E aqui temos a melhor companhia para si e música ambiente. – Acrescenta o outro.
-Aliás o ambiente e a frequência é seleccionada. O mesmo não se pode dizer desses restaurantes que pouco ou nada mais são que cozinhas virtualmente especializadas. O melhor mesmo é deixar-se disso… – diz o primeiro Estarola.
-Ah! E para aproxima traga alem da sua companhia, a outra, que passará a vir… – acrescenta o segundo Estarola.
Pedes, um copo de água, um palito e um guardanapo. Perdeste o apetite.
Aguardas a conta.


SeeUArround e afins...

publicado por Pontog às 13:52
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