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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005

Grande pedra. (Continuação da Reencarnação)

- Ou será que o excesso de drogas lhe afectou a mente? – O Zombie sorria, na volta tratava as drogas por tu tal era o sorriso que estava plantado na sua face a dizer aquilo.
A jovem travou-nos a brincadeira.
- Existem tantos sinais em tudo que nos acontece, que a reencarnação só pode ser uma realidade.
- Sinais de trânsito? – A frase do zombie fez-me sorrir, pois fiz exactamente a mesma pergunta quando noutra falamos de reencarnação.
A forma como se olhamos, notou-se a cumplicidade, o que não notaram é que ela também se lembrava de lhe ter dito uma frase igual. Por isso deixou a pergunta retórica e irónica apoiada nas bochechas dele que sorriam e continuou:
-Não é quando ampliamos a nossa visão que conseguimos entender melhor o que nos rodeia? - Virou-se para mim. – Sempre me pediste para que colocasse em causa todas as convicções…É o que farei sempre, agora já não porque me pedes, mas porque sei que tinhas razão. Assim a essência também deve ter que voltar as vezes que forem precisas até conseguir ser a pedra e não o monumento. Nascemos e somos esculpidos, não é o que dizias?
- O que dizia e mantenho.
- Não dizes que no dia em que conseguirmos entender que não somos o que esculpimos mas a pedra, pedra do que permitimos aos outros e a nós mesmo esculpir, então nesse dia descobrimos a pedra filosofal?
- Somos construções… – Comecei por dizer e ela continuou:
- …Quando a última pedra de nós estiver colocada, teremos encontrado a pedra filosofal da existência.
Grande pedra que é esta miúda.
- O que chamas de alquimia prefiro dar-lhe o nome de reencarnação. Para conseguirmos uma compreensão clara do que somos precisamos de muitas vidas.
Não entenderam que algo ali estava errado, ela sabia o que estava errado e eu também. Mas ninguém mais se apercebeu. Tornamos a sorrir com uma cumplicidade de quinze anos.
A galdéria suspirou de tédio e disse:
- Ó alforreca foste tu que começaste esta conversa, não foi? – Gosto desta galdéria não se debruça sobre nada, mas faz-me sorrir. Sim sou uma alforreca, ou já fui…
- Por acaso não.
Os desconhecidos não entenderam porque me estava a chamar alforreca. Mas os restantes que ouviram riram-se.


publicado por Pontog às 12:19
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