Segunda-feira, 4 de Abril de 2005

Um dia...

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"Um dia vou no vaivém dos barcos que vejo da minha janela e atravesso o rio com eles. Um dia ponho os meus olhos num ponto do céu de onde nunca mais possam fugir, tão azul e tão longínquo, que eu nunca mais os possa reaver. Estou cansado de ver o mundo. Estou cansado de viver em casa. Tenho uma vontade muito pequena de morrer.
Um dia vou para as casas altas onde as coisas não se vêem. Ser como poeira num parapeito num mês sem vento. Estou cansado do que trago. Andorinhas nos ombros, os trabalhos que nunca hei-de acabar, a solidão e o azar das minhas certezas, um amor sem solução e sem fim.
Um dia atiro a alma ao ar e serei friamente feliz."

Miguel Esteves Cardoso in O cemitério de raparigas


Fiquem bem e não esqueçam... sejam felizes ;-)

Erotica

publicado por Pontog às 20:35
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3 comentários:
De Anónimo a 11 de Abril de 2005 às 15:51
"... enqto se olha para o Amor da nossa vida..."? Ò Fetiche nao me vais dizer que ainda acreditas em Histórias de Fadas. " É fodido. O amor é fodido. Esta é que é esta." Miguel Esteves Cardoso in O Amor é Fodido". E descansa que n acabo dentro do fato de banho de ninguem... só espero que não entre algum caranguejo no meu muhahahahahah ;-) beijinhoErotica
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De Anónimo a 10 de Abril de 2005 às 19:21
Agora sim, posso finalmente comentar...uffa ;-) ...Bom nada como utilizar as mesmas palavras do "mestre" para completar a tua visão...ou mostrar o outro lado, porque isso de ser poeira...atchiiiimm..." A vida pode não ser grande coisa,mas tem dias. Dias de luz, ou pequeninos. Tanto faz. a gama pode não ser vasta, mas é interessante. às vezes é bom dobrar um guardanapo de linho. toda a gente quer fazer amor à beira-mar, coberta de espuma, ao som do choro das gaivotas, mas nem sempre é uma maravilha. A areia pode meter-se no fato de banho, a água pode sabotar a lubrificação da rapariga, salgando-lhe os lábios como se fossem caras de bacalhau, ou ser tão fria que obrigue os tomates ao recolher obrigatório, deixando a erecção entregue a si própria, tornando um pau febril numa pilinha congelada, dura mas insensível, imitação pobre do «rigor mortis». Em contrapartida, , depois de um bom jantar numa tasquinha escondida na floresta, dobrar um guardanapo bem engomado, enquanto se olha para o amor da nossa vida, pode ser o paraíso. " Miguel Estaves Cardoso in a Vida Inteira .... Como vês...nada como um dia depois do outro...há sempre possibilidade de mudança...vê lá é para onde voas....não acabes dentro do fato de banho de alguém....ahahahah ;-) (you known what i mean ) SeeUArround ....BeijosFetiche
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(mailto:fetiche1@sapo.pt)


De Anónimo a 8 de Abril de 2005 às 14:32
Um dia, libertar-me-ei do que me prende, libertarei o meu espírito deste corpo, e levado pelos ventos que não cessam, renovarei a minha felicidade...DarkAngel
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Dedos Marotos