Terça-feira, 12 de Abril de 2005

Continuação da continuação do sugar da Erótica.

- Ou vou fechar a porta e acabo com o deleite do Kiinky. - Fez uma pequena pausa e espreguiçou-se entre sorrisos.
Comprovei que as palavras da Erótica o faziam ficar ainda mais tolhido. A desorientação era tal que o pensamento dele estava dobrado para trás numa expressão de perplexidade. Isto se é que o moçoilo era capaz de um pensamento. Cá para mim era um ser fálico e só aquela parte do corpo é que funcionava.
- Ou deixo que o kiinky continue a assistir. Afinal ele até que é discreto. – O sorriso aumentou de intensidade. A claridade era tal que cegava o olhar, a reacção do moçoilo. Por fim concluiu. – Ou paro, porque até quero parar.
- Querida? - A confusão do Birrento era evidente. Estava embargado ainda em desejo. Tombava sem pára-quedas da lua dos sentidos para a terra fria e dura da realidade.
Estava entre duas paixões que por pouquíssimo não se tinham fundido num só corpo. Sentia-os ainda trémulos, ofegantes.
- Não suporto que me trates dessa forma! – A voz suave enrijeceu-se. Áspero som a dar voltas em espiral sobre o desejo até o tornar num parafuso moído.
- Mas que Kiinky? De é que falas querida? - Ele estava ainda preso a um desejo que lhe devorava o raciocínio. Isto se é que ele conseguia raciocinar. Pelo que me era dado a ver aquele fulano não sabia o que era a lógica. Ou não teria tido a ousadia de lhe chamar novamente querida, num momento decisivo. Ia ficar a chupar no dedo. Bem, ou aí ou onde bem entendesse. É que nem o iam sugar, nem iam sugar mais nada. Ia ficar no cais a acenar com o lenço branco que nem devia ter. Meias brancas até que tinha. Mas duvido que as fosse tirar. Assim como sei que não ia tirar uma reacção capaz de a impedir de se afastar. Era amorfo o fulaninho. E a primeira conclusão era certeira, era um ser fálico e nem conseguia escutar a Erótica. Só escutava os apelos do seu próprio corpo.
- Querida? – Nem queria acreditar que o acéfalo repetiu o termo. Que por sinal era bastante inofensivo e carinhoso, mas naquele momento acabou por se tornar a imunidade que a erótica precisava para lhe dar o óbito de morte. Mas que me estava a divertir até que estava.
Em vez de lhe responder suspirou longamente.

publicado por Pontog às 11:01
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