Domingo, 29 de Janeiro de 2006

BALADA DA NEVE

"Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
– Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
– e cai no meu coração.

Augusto Gil"


Fiquem bem

Erótica

publicado por Pontog às 21:04
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

OOOPS!!! O URL Não foi encontrado.

Apaguei-te.
Foi como querer apagar-te da minha memória. (Se a memória se apagasse assim...) Mas não passava de um simples clicar no item “apagar”. Um clicar doloroso. O matar um Sonho.
Observo o indicador do rato dirigir-se ao item, conduzido por uma mão que não é a minha. Oiço o “clic” e surge a pergunta: tem a certeza que quer apagar? (Tenho??? Terei???...) Na minha memória surgem as imagens desse Sonho... revivo todos os momentos passados. Tão intensos. Os sorrisos, as lágrimas... Mas, tudo tem um timing. Tiveste o teu. Sonhos estagnados não levam a parte alguma.
Torno a ouvir o “clic” (raios partam o clic!!!) desta vez soou a tiro de pistola. Um som que me feriu os tímpanos. Desvio o olhar do pc. Não te quero ver desaparecer... Não... novamente...

Apaguei-te. Não te matei. Continuas algures... adormecido.


Erótica

publicado por Pontog às 02:47
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2006

Vem...

Vem!
Desce do teu pedestal.
Junta-te ao comum dos mortais.
Eu estou aqui, sentes-me?
Estou aqui para te fazer sorrir…
Despe a tua carapaça
Deita fora esse escudo… Deixa que todos vejam a pessoa linda que és.
Luta pela vida… ela existe, espera por ti
Ouve o teu coração (enorme), sente como bate, forte…forte…

Segura a minha mão…
Estarei aqui para te guiar nos 1ºs passos
Eu sei que não é fácil, mas…
Com força e muita persistência vais conseguir.
Vamos conseguir!
Vem…



Até Breve

Fiquem bem e nao esqueçam.. sejam felizes ;)

Erótica

publicado por Pontog às 17:22
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Sábado, 21 de Janeiro de 2006

Homem - Do - Carrinho - De - Rolamentos

Entrei onde já tinha estado. Dizem que não devemos voltar ao sítio onde fomos felizes. Descansada estou, porque aqui, nunca foi o caso. Se pensei voltar? Nunca pensei nisso, aliás aqui, sempre evitei pensar.
Os corredores idênticos, o cheiro é um odor que entranha. O chão com aquela falta de cor, as paredes com pigmentação como qualquer quadro surreal, marcado pelo tempo…e pela humidade.
Os hospitais são assim. Acabamos por entrar numa cápsula temporal. Teletransportados de forma imediata pela frase que surge no pensamento sem pedir licença: “a última vez que cá estive…” Inevitável.
Não foi agradável.
Prefiro maternidades. A desgraça e o terrível está em minoria, não é que não exista. Bom, visto a minha capa ao entrar no edifício. Não é difícil. Só questão de prática.
Entro e parece que entramos numa mostra pública do efeito e estudo da lixívia nos tecidos…branco, e mais branco.
Aqui já entramos no impressionismo… impressões para lá, pensamentos para cá.
Salas e recantos. Engraçado que ali naquela ala sempre foi assim. Arranjam-se recantos, perto de janelas, mais parecem os encastrados. Recuados ficamos longe das vistas alheias. Qual vergonha escondida. Ou privacidade de últimos sussurros.
Espera.
Alguém reclama, barafusta…pragueja e vocifera. Claro, irresistível. Lança barbaridades às quais tem como resposta abanos de cabeça. Censura pura aos olhares de prontos a um julgamento peremptório e sumário. A mim soa-me a algo…er…Apelativo. Faz-me lembrar alguém. Não resisto e aproximo-me. Sento-me enquanto espero. Tudo se trata de espera. Até da morte, ou sobretudo da morte. De um fim.
Exercitando o seu léxico vernáculo mais rico que um dicionário dedicado ao mesmo o Homem-do-carrinho-de-rolamentos continua na sua desdita e na demanda de chocar as pessoas e obter reacções. Ao aceno de cabeça reprovador ele responde:
-Ó minha senhora não se preocupe que na sua próxima vinda cá, se tiver sorte já morri. Aliás que bela vivenda comprei na terra-dos-pés-juntos! - Choca a senhora, faz-me rir a mim. Continua: - nem imagina, televisão plasma …- e ri – tentando fazer desenho com o trocadilho plasma: tá a ver? Plasma, eu aqui…leucemia…aliás vou chamar à minha casa lá, célula! (ahahah)
(não resisto e começo a rir…mais declaradamente, porque é-me impossível parar, a tentativa dele explicar e do próprio trocadilho).
Ele repara e acerca-se com o Carrinho-de-rolamentos (vulgo, cadeira de rodas);
-que vida…ou desvida! A minha puta é o que leva o melhor de mim, ou seja aquela que me deixa impotente, sem capacidade de apalpar e sentir as bochechas das enfermeiras, Ah! Maldita quimio… a minha droga, são câmaras d’ar para a cadeira…foda-se! Já nem isso
(dou uma gargalhada com gosto) ele vira-se para mim, olha-me nos olhos e pergunta: -e a sua?
Respondo quase de imediato:
-As minhas putas são as cápsulas, a droga é abrir os frascos! (Ele não se detêm e explode numa gargalhada, aliás rimos os dois).
-Finalmente… - diz ele em tom de desabafo e suspiro.
Levamos os dois com abanos de cabeça e censura entre-ollhos… Olhares de soslaio brindam-nos.
Chega um companheiro de internamento o Homem-do-Cabide-que-faz-Bip-Bip e cumprimenta com um olá sumido e depois diz ao virar-se para o Rezingão:
-ouves-te lá ao fundo. As enfermeiras quando morreres fazem festa!
- É,é…podiam dar a festa antes, nem sei se com viagra ia lá…
Eu acrescento: - repare no risco que elas corriam se isso do comprimido azul lhe caísse para os pés, anda se levantava e as fornicava tudo a pontapé…
(um ataque de gargalhadas a três…ou seja, uma ménage)
continuo: -Aliás tou a ver que o seu amigo ai é cotonete… (olham curiosos e confusos com a expressão).
-ou seja, dá para os dois lados…pelo que vejo…adora um balão de soro! Que as enfermeiras apalpam, claro.
(rimos mais um pouco… já sem nos preocupação e termos ofensivos aos demais…conto a anedota do “então, despenteia-me?!”)
Mais adiante na conversa…
Confessa que não sabe se lhe dessem um último desejo se seria dar uma trancada final, ou fumar um cigarro… olhar o sol, ou o mar com a pessoa que amava….mas isto foi depois…
Digo-lhe, bom com uma ajuda, acabaria por conseguir fazer isso tudo…
Provavelmente não saberia que fazer, assim é melhor não ter…é a sua conclusão.
Acrescento em modus lembrete: …”-mas segurar a mão de alguém que se gosta, fica de somenos importância o onde, pois somos transportados para o doce lugar do: não estamos sós e alguém lembra da nossa existência. Será imortal ….- sorrio. Acrescento: -claro que com a trancada tinha de ter cuidado… para não ficar entalado, claro…
Risos…
Passou a enfermeira chefe com uma cara de lobo mau e ele diz assim:
- Não me olhe com cara de má, ou de lobo mau, pelo menos enquanto não fizer a barba, além do mais não tenho queda para capuchinho e neste caso, nas minhas condições de mortal… seria abuso de cadáver, quase… ó mulher peluda!
-És um abusador! É o que eu digo! - diz a mulher peluda indignada, com a sua capa de pêlo.
Não resisto e digo: - cá pra mim, ainda vai buscar os eléctrodos e só para comprovar que ainda mexe, é abusado depois de o ligar à ficha!
…e salvas de gargalhadas umas mais débeis que outras soltam-se por aqueles corredores por onde a esperança escoa numa velocidade superior àquela que a detêm de se escoar…
-Até lhe dava o jeitinho…com a máquina de barbear! (mais risos)
O amigo tem de ausentar-se, pois chegou a vez dele ir fazer o tratamento.
Ele olha-me sério depois da ausência do cotonete - o Homem- do – Cabide - que - faz- bip - bip - e a recuperar da última gargalhada, inquire curiosamente: -porque se aproximou? Não se afastou dos gritos porquê?
Encolhi os ombros primeiramente. Depois acrescentei com a verdade do meu pensamento: – Lembra-me alguém. Uma amiga. A panca é que difere, é analista, prefere pedir que façam análises à urina… - e sorrio.
Ele sorriu. Um sorriso compreensivo e acrescentou: - hmm pelo sorriso, essa amiga…até distribuía as arrastadeiras… - e soltou um riso sincero…eu idem, ri bastante só com a imagem e acrescentei: -claro! Seriam as arrastadeiras, voadoras…!
Chegou no entretanto a minha hora.
-Bom, tou no ir…- ele anuiu e acrescentou: - posso acompanhar até à porta?
A cadeira chiava e eu disse: - ainda se queixam, então com essa chiadeira, parece um carrinho de supermercado, vá, toca a pedir bala redex, para a próxima me dar boleia nesse carrinho de rolamentos, homem!
-Ai carrinho de rolamentos, que saudades! – disse ele- Mas está combinado, nem que arranje um azeite adulterado da cozinha!
-Sabe, acrescentou ele… é raro encontrar aqui alguém que não olhe com pena, ou que não nos ofereça olhos remelosos de chorar com o que nos vai acontecer, esperança…só esperança, eu sei o que me espera, foi apenas mais cedo do que desejaria, mas todos temos isso assegurado o fim…resta saber o que fazer até ele chegar. Eu ainda tenho direito ao meu happy ending…
-Claro, sobretudo sem olhos remelosos a olhar a tela…acrescentei eu…e rimos até a porta…
Acrescentou ao estender-me a mão:
-gostei do humor negro e sobretudo não ter medo de o fazer ou dizer, estando ou não doente…obrigado à amiga que nos aproximou, a próxima vez que fizer uma análise…
-… ou utilizar a arrastadeira, já agora… lembre. Ela vai gostar. Não sei é se será fácil executar a operação fisiológica…- acrescentei.
E rimos, muito…

SeeUArround e afins... ;-)

publicado por Pontog às 16:50
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006

O indistinto momento que se gosta de alguém (Quando...)

Se aceita, não a ideia que se tem da pessoa ou como seria melhor (seja por que conveniência ou supostas opiniões, mais ou menos próprias, alheias), guiarem a sua vida de maneira a serem felizes.
Ou seja, posso não concordar, mas aceito e respeito a opinião, a decisão. Ser livre na presença de alguém…sendo assim, é impossível ligar isso a expectativas…pois desfruta-se, gosta-se. O importante quando se gosta de alguém, seja riscado a que cor, ou traço mais ou menos preciso no sentimento de alguém a cores mais ou menos ariscas, mais ou menos arrojadas… o importante passa a ser isso… a liberdade e a felicidade por associação e respeito pelas decisões…
Surge tudo como se fosse algo assim, não controlado, mas indesmentível, importante.
Porque te aproximas e encantas coma magia, não ilusão.
O indistinto momento, surge quando, apartando todas essas coisas o mais importante é o que a pessoa é, não o que julgamos que seja, é assim que se gosta genuinamente de alguém…
No indistinto momento que se gosta de alguém, sente-me que se pode efectivamente mover montanhas, tocar as nuvens, porque isso acontece efectivamente, sobe-se aos Himalaias de felicidade, da mesma maneira que se desce ao inferno por não conseguirmos fazer essa pessoa sorrir…ou então o pico da frustração, inutilidade e impotência, de não conseguir com que a pessoa pode vir ter connosco… para dividir o sorriso, ou a lágrima… porque há sempre o abraço que se partilha, o beijo carinhoso que nos recebe… e o afecto que nos acolhe.
Porque o relevante, imprescindível é que - se é caminho de duas vias – o caminho seja menos importante que a pessoa, porque a pessoa é o que conhecemos e gostamos já, agora o caminho é uma opção variável. O fulcral é que a pessoa que toma a decisão, sobre qual for o caminho saiba, que como ela é hoje já é amada e não…pelo aparente. Pela essência, não pela história que conta, a máscara que usa (ou não) o que lhe pedem ou entrega… mas pela essência e a sua capacidade de amar, própria…seja que sentimento for, pintado a que rasgos coloridos forem e possíveis: amizade, relação de Pais/filhos, homem/mulher, homem/homem, mulher/mulher...amor, paixão...visíveis ou invisíveis os laços...a pessoa sabe que pode chegar(se não sabia, passa a saber), seja como for…
Coragem para dotar os outros, ceder aos outros, parte de uma necessidade de entendimento, que reconhecemos também em nós existir.
...mas tem de fazer parte de uma caminho que o leve até ao outro e ao indistinto momento que vai ver e saber, sobretudo sentir, que os braços que o acolhem, não o julgam, apenas apoiam…coragem.

SeeUSoon...


publicado por Pontog às 17:13
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

Tu, a que nunca tive… (parte I)

Chegas, colocas a chave na porta e rodas, abres e entras. Reparas no post – it colocado na porta: “follow the path”… Está lusco-fusco e deparas-te nos primeiros passos num caminho traçado… a velas. Segues a música, calma e serena… moonlight sonata… tiras os sapatos e caminhas descalça, calma e serena com as velas a iluminarem-te o caminho e levando-te ao encontro de um aroma cada vez mais presente, suave, mas crescente…rosas, cheira a rosas frescas, as velas são brancas, amarelas…e algumas deitam cheiro, o suficiente para se fazerem sentir presentes…
Continuas a caminhada …segues as velas que parecem pequenas estrelas no chão…um chão estrelado desenhado só para ti. A música já consegues ouvir melhor…sobes as escadas, pois segues a luz das estrelas… passo a passo, chegas ao quarto… continua uma média luz convidativa, mas as estrelas continuam a mostrar-te um caminho que não cessa ali… Outro post-it na porta do quarto: “ espreita o quarto de banho”
…sentes a música que emana daquela divisão, consegues distinguir agora nitidamente de onde vem… a parir da porta do quarto, algo acrescentado ao caminho de estrelas, o cheiro que te acompanha em tons carmim e branco…pétalas, são pétalas frescas, de rosas.
O teu brinde a cada descoberta? Um sorriso. Um suspiro e a continuação da caminhada.
Passo a passo, caminhas aprochegas-te, aproximas-te do que te foi oferecido, presenteando tudo com o saborear de uma criança feliz.
Colocas os sapatos no chão o casaco na cama e encaminhas-te para o quarto de banho, vais coleccionando post-its, que vais colhendo e guardando juntos, uns dos outros.
Chegas perto da porta do quarto de banho que está entreaberta e lês o post-it dessa porta: “bem-vinda a um lugar especial do meu coração… desfruta o banho, é para ti…enjoy” …
A luz que a banha naquelas quatro paredes, são das velas presentes, maiores das que a levaram até lá, ou seja são estrelas cadentes… a água que a espera está temperada de modo a acariciar a sua pele, como ela tem presenteado a minha vida de afecto e de coisas boas…merecia a descoberta assim, pois foi assim que me descobri, que nos descobri… dentro da banheira as pétalas frescas que perfumam a água que a banha, que a perfumam…a música vai rodando, todas aquelas que de alguma forma, formam a melodia que somos juntos…
Desnuda-se, e depois de experimentar a água, entra: pé, perna…e deixa que a água a invada… deita e relaxa, suspira e sorri…é assim que a encontro, quando entro… está de olhos fechados, mas a sorrir e a suspirar…
Toco-lhe no rosto com a ponta dos meus dedos, como se tivesse a tocar numa bolha de sabão… não se assusta, abre os olhos e eu acrescento: é só para confirmar que não és sonho… e sorrio…
Ela retribui, e recebe o meu toque com um encaixe perfeito da minha mão no rosto. Uma mão agarra-me o pulso… a outra beija-me a palma da mão e diz: estou marcada aqui, não vês? Na linha da tua vida…e beija novamente…
Quem suspira sou eu, que exalo naquele momento, o pleno do que quis…
Olho para ti e digo: enjoy…espero por ti lá em baixo… até já, ou venho-te buscar…


De todas, tu…a que nunca tive, a que nunca toquei, beijei ou foi minha…foi a que mais me fez pensar na ideia do poder ser, apenas eu…completo, uno, e deixar os muros fora de casa, de modo a proteger o que tinha, o que poderíamos ter…se te tivesse tocado, beijado… De todas, a que nunca tive, é a que permanece presente.



(escrevi parte I, mas não faço a mais pequena ideia se haverá a II…. eheheh)

SeeUArround e afins... ;)


publicado por Pontog às 17:23
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