Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005

Gente Perdida

Embrenhada nas pesquisas que me perseguem quase não prestava atenção à música que entretanto havia colocado no leitor de cd's. No entanto houve uma faixa que me despertou a atenção. Engraçado.. nunca lhe havia dado este sentido... foi como se a ouvisse pela 1ª vez. Não resisti a colocá-la aqui.

Eu fui devagarinho
com medo de falhar
não fosse esse o caminho certo
para te encontrar
fui descobrindo devagar
cada sorriso teu
fui aprendendo a procurar
por entre sonhos meus

eu fui assim chegando
sem entender porquê
já foram tantas vezes tantas
assim como esta vez
mas é mais fundo o teu olhar
mais do que eu sei dizer
é um abrigo pra voltar
ou um mar pra me perder

lá for a o vento
nem sempre sabe a liberdade
a gente finge
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta

eu fui entrando pouco a pouco
abria a porta e vi
que havia lume aceso
e um lugar pra mim
quase me assusta descobrir
que foi este sabor
que a vida inteira procurei
entre a paixão e a dor

lá for a o vento
nem sempre sabe a liberdade
gente perdida
balança entre o sonho e a verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta

lá for a o vento
nem sempre sabe a liberdade
a gente finge
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto bebe, dança e ri
eu trago-te comigo
e guardo este abraço só para ti

Mafalda veiga


Dedico esta música a alguém que "trago comigo.."

Erótica


publicado por Pontog às 14:45
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Grande pedra. (Continuação da Reencarnação)

- Ou será que o excesso de drogas lhe afectou a mente? – O Zombie sorria, na volta tratava as drogas por tu tal era o sorriso que estava plantado na sua face a dizer aquilo.
A jovem travou-nos a brincadeira.
- Existem tantos sinais em tudo que nos acontece, que a reencarnação só pode ser uma realidade.
- Sinais de trânsito? – A frase do zombie fez-me sorrir, pois fiz exactamente a mesma pergunta quando noutra falamos de reencarnação.
A forma como se olhamos, notou-se a cumplicidade, o que não notaram é que ela também se lembrava de lhe ter dito uma frase igual. Por isso deixou a pergunta retórica e irónica apoiada nas bochechas dele que sorriam e continuou:
-Não é quando ampliamos a nossa visão que conseguimos entender melhor o que nos rodeia? - Virou-se para mim. – Sempre me pediste para que colocasse em causa todas as convicções…É o que farei sempre, agora já não porque me pedes, mas porque sei que tinhas razão. Assim a essência também deve ter que voltar as vezes que forem precisas até conseguir ser a pedra e não o monumento. Nascemos e somos esculpidos, não é o que dizias?
- O que dizia e mantenho.
- Não dizes que no dia em que conseguirmos entender que não somos o que esculpimos mas a pedra, pedra do que permitimos aos outros e a nós mesmo esculpir, então nesse dia descobrimos a pedra filosofal?
- Somos construções… – Comecei por dizer e ela continuou:
- …Quando a última pedra de nós estiver colocada, teremos encontrado a pedra filosofal da existência.
Grande pedra que é esta miúda.
- O que chamas de alquimia prefiro dar-lhe o nome de reencarnação. Para conseguirmos uma compreensão clara do que somos precisamos de muitas vidas.
Não entenderam que algo ali estava errado, ela sabia o que estava errado e eu também. Mas ninguém mais se apercebeu. Tornamos a sorrir com uma cumplicidade de quinze anos.
A galdéria suspirou de tédio e disse:
- Ó alforreca foste tu que começaste esta conversa, não foi? – Gosto desta galdéria não se debruça sobre nada, mas faz-me sorrir. Sim sou uma alforreca, ou já fui…
- Por acaso não.
Os desconhecidos não entenderam porque me estava a chamar alforreca. Mas os restantes que ouviram riram-se.


publicado por Pontog às 12:19
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Reencarnação ou alucinação?

Escolhemos um bar para ir tagarelar. Descobri uma calma interior que nem sempre está presente, que me permite ir para aqui ou para ali sem sentir que estou a fazer um esforço para estar. A maioria daquelas pessoas conheço bem, isto é se realmente se chega a conhecer realmente bem, então eu conheço-as, menos duas. De um grupo de oito, duas são ainda pessoas que desconheço. Pedimos bebidas, do meu lado direito estava uma jovem que parecia deslocada entre o grupo, pelo menos a um primeiro olhar. Anteriormente perguntava-me o que ia fazer para aqueles locais, ou até que as conversas só serviam para me maçar. Presentemente consigo ir e divertir-me. As mudanças ainda só agora começaram e se tivesse continuado por esse caminho, que tudo é um monumental aborrecimento, na certa acabaria na minha casa de campo a desejar que me deixassem lá estar com a minha escrita, com as minhas palavras, com o meu pensamento estranho para os outros e para mim a maior parte das vezes um cardo que se afunda na minha existência e que de estranho só se for a agonia que por vezes me cede.
Um dos desconhecidos, o que até me parece um galdério, pergunta-me se já tenho tudo o que queria ter, ou ainda ficou algo por se realizar.
- Já tenho tudo o que um dia idealizei ter, isto se é que idealizei. A partir de agora só posso fazer disparates.
O que desejei ter, ou me propôs ter até tenho, mas de forma alguma fiz tudo o que queria fazer.
- O que não fizer nesta vida posso sempre fazer na outra. Contou-nos que quando esteve no Tibete passou a acreditar na reencarnação. Que acreditava que cada essência tinha que atingir demasiado estágio e mal o tinha atingido e não podia superar esse estágio então tinha chegado a hora de morrer para voltar a reencarnar. Foi mais longe e disse que cada um de nós quase que certamente já se teria encontrado noutra vida.
Viu a minha expressão de ironia e disse:
- Como sei que gosta de comprovar, então recorremos à hipnose e faz que tal uma sessão de regressão?
Não me considero uma pessoa céptica. Digamos que prefiro a lógica, a acreditar que terei outras vidas para fazer o que nesta não consegui ou não fiz porque nem consegui. O que não fizer nesta que queria fazer é uma divida que terei comigo mesma. Não fechava a janela, simplesmente preferia fechar a persiana. Já fui céptica, hoje prefiro ter a persiana aberta.
- E considera que a regressão um método científico que comprove alguma coisa? – O que não disse é que não recuso de todo a reencarnação.
- Já fiz. – A expressão tornou-se ainda mais séria, e isso num galdério é obra. – Já cá estive pelo menos quatro vezes.
- Esteve aonde? Aqui no bar?
Quem disse isto foi o outro desconhecido que para zombie nada lhe falta. Não no aspecto exterior, que isso até que a criatura prima por ter bom aspecto, mas sim a forma como parece encarar o que o rodeia.
- Pois realmente para esquizofrénico já nada lhe falta. Ou será personalidades múltiplas?
Realmente observando com mais atenção para alucinação já não lhe falta nada. – Sorri para aplacar o efeito das palavras, mas eles, especialmente o galdério riu-se com vontade.
- Fantasia ou excesso de imaginação? – Perguntou a minha amiga galdéria.

publicado por Pontog às 12:14
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Só Estou...

... Bem onde não estou.
... Com quem não estou.
... Enquanto não estou.

Não me consigo livrar desta inconstância que me atormenta. Não sei se não sei o que quero, ou se quero sempre mais. Queria não ser tão exigente. Queria ser uma pessoa normal. Com uma vida normal. (Existem pessoas normais? Vidas normais?) Tanta pergunta... sem resposta.
A dúvida mata-me.
O vazio que me invade, sufoca-me. Por vezes apetece-me desistir.
Olho para o texto e releio o que escrevi enquanto o meu outro Eu, o que me leva a reagir, se manifesta: - Então mas que treta é essa? Desde quando te dás por vencida? Vai mas é dormir q o teu mal é sono! Amanhã é um novo dia!
Pois é. Um novo dia. Em que todos os meus gestos se repetirão de uma forma maquinal. Um dia igual a tantos outros.
- Olhem'esta!!! Tá tonta! Ó miuda, não me vais dizer que em cada dia que passa não retiras prazer de pequenas coisas. Que há sempre uma razão para continuar a lutar. Que acontece sempre algo que te faz sorrir ou mesmo soltar umas boas gargalhadas. Daquelas que provocam soluços ;) (Em ultimo caso, lembra-te da cena do pacote :P)
Por acaso... até tens razão. Mas... (aii o pacote ahahahahah)
- Qual mas. Não há nada que umas boas horas de sono não curem. Já pra cama!!! E vês como estás a rir?
Fico pensativa. Hesito entre a vontade de ir (dormir) ou ficar e escrever...
- Ainda aí estás??? Xoooooooooooooo!!!! Andor!!!
Pronto... pronto! Deixa-me ao menos despedir. Que chata!!!
- Precisas que te empurre???
Relutante, resolvo fazer-lhe a vontade...

Fiquem bem

Até breve.

Erótica
(Ó pá!!!! Tá quieta. Não me empurres que eu sei ir sozinha! Bem!!! Querem ver??? Aiiiiiiii...)

publicado por Pontog às 02:40
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