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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

Um dia, quando for grande... (parte II)

... E continuando o post da Fetiche...

Quero continuar a ter os meus Amigos ao meu lado (...) todos aqueles de quem mais gosto... contar as minhas lamexices e escutar as deles...

Quero sentir no vento... no sol... a caricia dos ausentes...

Quero continuar a ser "Eu". Que ninguem me tente fazer desistir. Não conseguirá!

Quero. E vou. Conseguir. Vamos... (sou como tu...igual a ti.... lembras??)

A quem nos lê...

Tudo o q há de melhor...

E para quem escreveu o comentário anterior... neste blog não existem plágios. (sabes o que quer dizer plágio??? ;) )

Até para o Ano e...

Não esqueçam... sejam felizes! ;)

Erótica

publicado por Pontog às 20:27
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( Bom 2006 a todos! ) .... Um dia quando for grande…

Um dia quando for grande…

… E celebrar o começo de um novo ano, quero:
Comer as passas sem me engasgar e trincar o bago sem saber a amargoso…
Conseguir beber champanhe sem fazer caretas…
(ou seja, depois destas duas coisas, ainda há dúvidas que o ano só pode ser a melhorar?)
Bater os tachos ao mesmo tempo, mesmo sendo trem ideia casa sem se amolgarem nos encostos e entusiasmos de batimentos e da festa... :p
(Eu) Não cessar de admirar o fogo de artifício que me enche o campo de visão com cores brilhantes e me maravilha, tal como as pessoas que são importantes para mim me enchem de cor do amor todos os dias….e ser grande ao ponto de saber quão, se não o fundamental é isso mesmo.

Quero ser grande o suficiente ao ponto de pintalgar com um risco de cor os momentos que passamos juntos…. Aos amigos.
Quero rir com eles até passar a barreira do não conseguir ter soluços…
Quero fazer um monumental tchin tchin (brinde) aos que permaneceram na minha vida e lhe dão valor todos os dias, a cada momento que aguentam estas minhas lamechices…
Sentir-me bem e realizada no facto deles se sentirem mais felizes, contribuir para o alívio dos seus momentos menos bons, como eles ajudam nos meus…

Quero sobretudo estar presente nos momentos deles…todos (aprendi este ano, com um deles que quando se pede deve ser assim…em grande);)

Quero continuar a crescer… a dar, a partilhar (coisa que tem sofrido uns upgrades) aliás, em gesto de balanço quero acertar nas contas; sem dúvida que os positivos são mais que os menos bons…
Porque este ano consegui ver o que não me fazia bem e definir o seu basta de modo a prosseguir. Estes momentos acabam por definir o que não queremos pelo menos. Isso é muito bom.

Continuar a conversar dias, noites fora de horas…e não chegar.
Encontrar o presente certo que a par do laço do afecto genuíno, fazem com que seja a cereja no bolo de festejo de alguém…
Que seja banhada pelos sorrisos e gargalhadas…daquelas que alimentam a esperança. Ser presenteada pelo brilho do olhar pela felicidade estampada em alguém que é importante para nós…ou que pelo menos o bem-estar desejamos….

Que as bolhinhas no champanhe – sim, essas mesmo, inúmeras – sejam multiplicadas um sem número de vezes em coisas boas… sorrisos, esperança, arco-íris com a sua multiplicidade de encantamento sem fim para todos aqueles cuja felicidade me faz feliz também…que pelo seu afecto me fazem sentir especial e imortal…pelo menos enquanto houver memória… eles são-no, para mim também….

Que a multiplicidades de desejos em energia que vão calorosamente repartidos, presentes com e por umas quantas uvas-passa sejam concretizados…
Desejo permanecer criança para… me dar a quem gosto da mesma maneira (de cabeça, pulmões, ventrículos…enfim o pack todo!) … ser l’enfan terrible para continuar a fazer-vos partidas das menos maldosas possíveis, mas capaz de nos rirmos juntos/as, com a gargalhada que mais enobrece a alma e enche as medidas: a que vem do fundo do ser…sincera.

Agora fazendo jus à fama de bruxa que méritamente alcancei digo em tom de adivinhação que:
O que nos espera a partir do dia 31 de Dezembro de 2005 são:
365 Dias de Esperança!!!
Preparados? É bom que estejam…porque a Esperança renova-se!

365 Dias de luta pelo “nosso” mundo melhor. De 365 dias de chance de lutar para que quem é importante para nós o perceba e o sinta que é…
365 Dias de hipótese de luta pela felicidade…

365 Dias para ser caminhante na vida, ser caminho de vida… De exercitar o valor ilimitado que cada de nós é e tem…!

À família, aos meus amigos (que são o mesmo, uns porque nasci nela, na outra secção “familiar- amigo”:os que escolhi, a vida escolheu, eles me escolheram):

‘Bora a ele…! Que chegue 2006! : ))

hic….hic….ooooopssss ….. ;-)


SeeUArround e afins... ;)


publicado por Pontog às 17:09
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005

Motard Mocar

Marcaste a hora em que passavas para eu te acompanhar. A hora chegou, tu também, gosto da pontualidade. Não me fizeste esperar. Ouvi o sinal, apesar de um pouco diferente dos outros “chamares”. Espreitei… Vens de mota.
Incrível, de mota…não pensei que tivesses registado numa outrora conversa que adorava a sensação do vento….de liberdade….de movimento permitido, bamboleante de gingado por entre os obstáculos, galgando…rodando.
Os meus olhos brilharam, fiquei entusiasmada…energia palpitante, adrenalina crescente…
Apesar de ser fim de tarde, principio de noite, ainda se sentia o bafo quente que restava de um dia abrasador…
Lembraste a mota… ou seja, recordaste e não deixaste cair em esquecimento algo que te disse, num momento que não pensei que tivesses registado… eu gostava de motas, do vento, da liberdade alcançada do sentir-me em voo permanente e constante.
Vi o teu olhar e o sorriso que o acompanhava e me ofereceste, mal cheguei perto de ti. Era um sorriso maroto. Eu retribuí com outro atrevido…
-Vamos voar? – Disseste…
Subi para a mota, em sinal de resposta e preparada para um voo neste avião terrestre…ou terráqueo… este pensamento ocorre quando estou a lembrar que estou presente na nave com o melhor astronauta.
Ligaste a mota… a excitação disparou… bem como a descolagem.
Corpos colados. Além da vontade de assim ser, a força o vento e a velocidade e essa mistura toda impeliam que assim fosse… abracei a tua cintura. Colei-me a ela, tal como a roupa que trazias… senti as minhas mãos impacientes… respirava junto ao teu pescoço, fiz questão de o fazer…apertei entre os meus lábios o lóbulo da tua orelha…deslizei a mão da tia cintura seguindo o umbigo …ventre… a velocidade parecia aumentar, as forças que nos compeliam um para o outro também… agarraste a minha mão, entrelaçaste os teus dedos nos meus… sussurrei ao teu ouvido: - Boa ideia sair da estrada principal, não…? - E sorri…sentiste o meu riso, juntamente com o ar a desejo que saía dele… quente.
Nem demoraste nada a perceber e junto à próxima saída que nem sabíamos onde levaria apesar da placa indicadora e nem se me perguntas agora me lembro…avançaste.
Estrada secundária. Estrelas, lua magnífica que parecia um candeeiro aceso.
Acesos estávamos nós. Com uma mão passeavas na minha perna. Eu com a mão que passeava na tua cintura continuei o percurso… calças, botões. Passei pelo tecido que te fez soltar suspiros mais intensos… e coloquei a mão por dentro tas calças. A outra mão segurava-me a ti, a tua cintura, o teu peito… coloquei as pernas entrelaçadas em ti…
-Segura-te …-e guinaste para uma estrada de terra batida, paralela à principal mas protegida por umas árvores de grande porte que separavam e serviam naquele caso de …biombo…
Levava uma saia minúscula que me dava uma certa liberdade….de movimentos. Com a mota em movimento, coloquei os pés nos pedais e levantei-me…abri os braços, encostei as penas a ti, senti o vento a agitar…a roupa, os cabelos, o corpo…e sorria… gritava… yupiiiiiiiiii….
Coloquei a saia por cima da tua cabeça…Tu debaixo dela… E tu rias e dizias: -Malucaaaa…
Com os pés seguros nos pedais, comecei um movimento, levantei um pé a perna e segurei-me aos teus ombros para não me desequilibrar e ter um suporte…
Comecei ladear e consegui colocar-me à tua frente….com a mota em movimento contínuo e nós numa satisfação perpétuo bem como uma adrenalina e desejo crescente.
Fiquei frente a frente a ti. Sorrias, mas o teu desejo estava nos olhos…beijaste-me.
Entrelacei as pernas em ti e com as mãos empurrei o teu rabo para mim. Apalpei-te e aproveitei o facto de nem poderes usar as mãos. Gostei. Tu também…
Estava entre ti, as tuas coxas, entrelaçada à tua cintura e o depósito de combustível…
Beijava-te o pescoço mordiscava-te onde alcançava, passeava a língua…passava as mãos em sinal de abraço pelas costas e com as unhas deixava um trajecto marcado… passei a mão pela tua cintura e arrepiaste-te…disseste: sabes o que estás a fazer…? – E sorriste…
-Não…- Retorqui enquanto tudo em mim era contradição pelo que havia dito…e acrescentei: …-mas é tão bom não saber, não é? Vamos descobrir…
Acompanhei o que disse com o desapertar dos botões das tuas calças…cada um que abria, estremecias… Alcançaste-me a cintura, as coxas com um acariciar constante com uma mão apenas….a outra concentrava-se noutros manípulos.
Estavas pulsante, beijavas-me a boca, o peito… fiz-te entrar em mim e aceleraste…
Puxavas-me para ti utilizando a força proporcionada dela aceleração e desaceleração… As minhas mãos passeavam pelo teu cabelo, pelo teu corpo, estava segura a ti, as pernas acompanhavam a dança “acelera-desacelera” a loucura, adrenalina e tesão eram a companhia… o desejo crescente e o extâse não pediu licença. Puxava o teu rabo para mim, como tu usavas o manípulo da aceleração… gemidos ao vento… e soltas-te um suspiro sonoro…
Fiquei abraçada a ti e tu a mim durante mais uns vento-segundos… e depois rimos… e rimos mais ainda…
Seguimos caminho…até itinerário principal, depois de tudo nos devidos lugares, livres de multa… mas de sorriso no rosto.


SeeUArround e afins... ;)


publicado por Pontog às 12:39
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Hum!

És página solta que se ouve ao vento por entre um livro por vezes pequeno demais. És a vida que queres ter e o caminho que escolher…és pedra que atiras ao mar e tentar que ela quebre o sentido impávido e certinho no percurso…
És sem data o que dá-te…és a oferta de tudo que esperas de esperança e não de esperar… és Ervilha crua pronta a mordiscar, és o verde vivo que ao sol vive, ilumina irradia.
És a sarda pintada, quem te pintou…foi um raio de sol que por aqui passou.
Assenta poeira matreira noutra eira… que aqui não está quem não quem te queira.
Alma sim, clama por ti.
Culpa assumida sem acusação formada, impulso de vida alicerçada…
Vontade, querer, ir e pousar onde e no beiral que te deixar repousar sem empurrar… Ausência final de culpa mortal, infernal e transversal. Dor negada, mandada bugiar.
Hoje és vontade e querer, receio e vencer. Medo que não gela, reconhecido e vencido. Oscilação presente recorrente mas de não dominante. Reconhecimento das barreiras, passadas certeiras… vontade de passar e poder descansar…
Teu querer de vencer, não vai perecer.
Soberana senhora, de casta observadora, és agora a força propulsora, conhecedora e exploradora…
Mas podes ser força, criança e moça…no teu descanso, porque podes dizer: eu alcanço.
Vontade não ouvida, nem permitida é a tua…que ela saia à rua!
Tu és tudo ou todo o resto, que encontro a cada madrugada…és dia-a-dia sentido e repartido. És natal sem tempo e nem pedes consenso… és dedicatória sem palmatória.
És coisa que és e queres ser e tudo que te liga uma à outra.
És contradição e ilustração…de…de um grande coração.
Magia pura. Pó de perlimpimpim, que nos deixa assim… a gostar de dizer sim…
Confiança conquistada a cada dia que passa, careta sentida, sorte repartida.
A Ai, o Ui a Era e o fui…Quase e palavras, é tinta…é trinta por uma linha…Voa e sorri Borboleteando por ai…e por aqui…
Bate coração bate, que daqui não levas empate, mas que não seja ilusão, és um grande coração!


P.S.- Oh! Oh! Oh! Feliz Natal!


SeeUArround e afins... ;)


publicado por Pontog às 12:38
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…Far…



Como é possível estar rodeado do verde mais puro, a floresta mais densa e povoada e sentir falta de ar?
Como é possível ter chegado até aqui…e sobretudo pensar como foi possível permanecer…? Essa é mais uma parte em que não me reconheço…nem sei bem onde me perdi. Até hoje.
Conhecemo-nos e numa sucessão natural das coisas envolvemo-nos…era uma pessoa assim, de peito aberto. Em que altura se tornou em algo anti-natura? Onde me tornei numa pessoa sem espaço no peito em que respirar ou enchê-lo de ar se antevê uma tarefa quase quimérica?
Senti-me preso, mas não de forma agradável e natural…de onde surgiram as ameaças e o afastamento quase cirúrgico de pessoas que me eram queridas…? Como foi possível tornar-me o cego, que não via nem queria ver? De onde veio o que me tolhia…e que me fazia encolher perante tudo…nada…e no entretanto? Como de uma pessoa que me acompanhava, te transformaste…e nos transformaste em algo que nem sei bem como descrever…Sinto-me incapaz de sentir…que torpor, amargo… em vez de companhia, segues, em vez de estar persegues, em vem de permanecer, controlas…? As perguntas que surgem quanto de chego nem são primeiramente se estou bem, se estamos bem…mas quem está a interferir para me levarem de ti…? Não percebes? Quem me levou de ti, foste tu mesma, mérito teu...e meu, que já não quero ficar…
Quando estamos com quem nos devíamos sentir bem, fazes de uma saída um inferno…persegues de forma indelével, ou nem tanto…isso era outrora, quem me rodeia…quem já partilhava comigo a minha vida…os meus amigos, aqueles que não escolheste ou controlas e que se recusam a ceder…a ceder-me a ti…
Vejo-os a tentarem que não desista de mim, mas mostrando que sou eu que tenho de fazer o caminho...mas é difícil reconheço…conseguiste fazer com que fosse difícil, e eu concedi, cedi e oscilei… Mea Culpa….balancei até os pés irem pelos ares…e não conseguir alcançar o chão… falta de hábito agora… não faço a mínima como vai ser…mas agrada-me não ter planos… Mas sentir o ar que respiro, o espaço que circulo controlado, com direito a verificação do ar por ti, para ver se posso ou não ficar…não mais! Não te concedo mais isso!
Sei que duvidas que consiga…Nem eu sei se conseguirei, isso concedo-te a dúvida, pois também a tenho…faz parte de mim…

O meu grito é aqui e agora, sem pensar muito bem nas garrafas de oxigénio, porque respirar já não consigo, os meus pulmões estão atrofiados.
Saio com a roupa do corpo…e uns pertences que não olhei muito bem que apanhei… na ânsia de sair…de ir…
Passo por um caixote e atiro o cartão do telemóvel…paro numa área de serviço e compro um novo cartão…
Entro num hotel…e ligo para uma amiga e depois um amigo…aqueles…os tais… primeira pergunta deles? A mesma sinceridade de sempre…”Estás bem?” sorrio… porque a preocupação me enternece, me comove…afinal eles foram os que sempre a fizeram, fosse em que circunstâncias fossem….não dependendo do cliente que conseguia, do dinheiro que amealhava ou do destino de férias que podia oferecer…não me exigiam que fosse assim ou assado…apenas feliz… ou que “morresse a tentar sê-lo” (pacto de crianças que não compreenderias, pois é baseado na palavra, na amizade, fidelidade e solidariedade) …não me pediram nada…apenas que dissesse como estava de quando em vez… e se precisasse, ligasse…nem que fosse para lá das horas de Bagdad…são os únicos a quem dou o número novo…e aviso que vi o anuncio da tap e que amanhã estarei no avião….nem sei bem para onde… Eles pedem apenas…que avise um ou outro que cheguei bem…nem preciso dizer onde…E que têm um abraço para mim, quando voltar…Incríveis estes amigos, não são?
Estou e sinto-me livre… diferente… assusta-me um pouco o efeito de excesso de ar…mas creio que é questão não tão grave, quanto foi quase ficar moribundo… Ser vivo de aspecto duvidoso coberto de uma asma de que não padecia mesmo…
E rio…tenho o primeiro ataque de riso faz anos… olho para o espelho e continuo a rir em voz alta… incrédulo com a minha condição de audaz e corajoso, olho de frente para o espelho e digo: “- Bem regressado rapaz, tinha saudades tuas!” - e respiro fundo…


SeeUArround e afins... ;)

publicado por Pontog às 12:33
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Primeiro beijo



Descoberta honesta, sem malícia ou perícia.
Desconhecido absoluto, segredo resoluto. Momento especial, que por surgir é intemporal. Memorial e imortal. Isto enquanto a senilidade não nos rouba memórias.
Beijo roubado, segredo selado.
Pausa na brincadeira para descoberta secreta. Dois descobridores nada conhecedores. Gargalhada e nervosismo, justificam secretismo. Momento partilhado, num beijo ofertado. Inocência.
É assim que lembro o primeiro beijo. Ah! E baboso. Essa parte não gostei. O meu foi menos baboso que o dele… com uns dizeres de: vá lá… dá lá… Mas estava nervoso, não parava de olhar para a janela, não fosse apanhado. Não fomos, mas não se parava de olhar para as janelas. (ou pelo menos ninguém até hoje disse nada… sobre ter visto algo, logo… vamos acreditar que ninguém viu e que foi um momento nosso e conseguimos disfarçar bem…)
Escondidos. Dei o meu primeiro beijo entre dois carros…aliás enormes…um era azul, creio…e era um furgão. Não éramos muito grandes, logo até acredito que ninguém tenha visto.
É o que dá brincar perto de uma oficina de carros, há óleo, mas também há óptimos esconderijos…
Ele era mais alto, coisa que não era difícil, meio loiro e com presença. Engraçado e descontraído… era um pouco convencido, e seguro.
Presença constante e algumas picardias, e discordâncias, não concordávamos em tudo, aliás havia desafio… permanente. Ficávamos em grupos opostos, normalmente…tanta picardia é assim…ou pelo menos foi…
No final do dia, o apelo aparecia… e a rir do nervoso e entre o olhar para todo o lado..a noite a cair…e os candeeiros a reluzir…
O beijo aconteceu, o húmido também, baboso, mas carinhoso…
Mas a parte da baba…ainda me lembro de limpar e fazer uma careta…mas depois sorri. Não me arrependi, nem repeti…não com ele…
Mas foi memória que ficou… e nem a tinha contado ainda…


SeeUArround e afins... ;)


publicado por Pontog às 12:26
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Sábado, 24 de Dezembro de 2005

O PontoG Deseja de modo Tocante: Feliz Natal e Boas Festas ( que adora ; - ) ) a Todos...

Encontrámos o Pai Natal no seu Spa de modo a preparar-se para a árdua tarefa de passar pelas chaminés...Cada ano as chaminés estão mais estreitas e ele tem de perder uns quantos kilitos - coisa pouca, não se preocupem os/as apreciador(as) de panças...e dos calos sexuais ganhos ao balcão- de modo a não deixar ninguém triste... images.jpg Ora quem já se preparou foi a "malta" cá da casa... em vez das bolachinhas ele vai encontrar o Kiinky disfarçado (na sua versão Traveca...Drag Queen) e vestido para a ocasião de modo a segurar com ternura que é inerente àquela criatura no copinho de leite morno: images555.jpg (foto que documenta claramente oq ue se disse, sobre o part-time e investimento que o kíinky fez para adestramento de renas...de modo a elas "não salvarem" o Pai Natal) Mas também tem companhia, que pelas formas vou deixar que adivinhem pela imagem erótica sugere quem seja ;) images222.jpg ;-) um must... ( alguém vai tirar umas belas fotos....ehehehhehe)


e... "The last but not the least" mae natal2.jpg a doce e angelical (:P) Fetiche. Sempre pronta a acarinhar, reconfortar... a verdadeira Mãe Natal que povoa os sonhos mais recônditos e intimos... (Alguém vai dar umas belas voltas na cama... e perder o sono ;) )


Oh! OH ! Oh! Feliz Natal a todos!!


publicado por Pontog às 00:47
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2005

Vruum...Gelo...Vrummm ( não rum)



As minhas antenas estavam sintonizadas para kilómetros de distância… Deixo-as sintonizar, captar, penso que faz tempo as deixei livres de captar, são livres de sentir… nunca lhes impus nada… tento baixar-lhes o som das captações quando nada posso fazer….mando os recados, o que capto depois de filtrar e renovo em positivismo. Por vezes é grato, outras um pouco inquietante…Desde que me lembro que é assim…Mas não com quem quero…elas escolhem quem sintonizam…aprendi a respeitá-las nesse sentido. Acabam por escolher boas pessoas para sintonizar e trazer para perto de mim sentires, da pessoa….mesmo que essa pessoa não admita. Calculo que para quem é presenteado com a sintonia por vezes não ache piada nenhuma…pois acaba por andar sempre um pouco despido. Não que eu imponha o strip que vejo, que as antenas me fazem chegar…
Mas sim, calculo, porque já vi estampado na cara um não-entendimento como é possível ser possível…entenderam? Mas não é imposição…acabam por sorrir e confessam-me que assim é sinal que estão sempre acompanhados…é verdade, nessas alturas sou encosto….ehehehe.
Gosto das escolhas das minhas antenas, mesmo que não goste por vezes o que elas captam. Mas a possibilidade que elas cedem é que eu esteja mais próxima da pessoa do que ela imagina, estou lá… com ela.
Ontem foi assim….tem sido assim, gosto que assim seja… (Aquela do: eu não faço a mínima o que ela está sentir, não a posso dizer…não quando assim é…)
Tive de sair… circular… estar, não estava… ao fazer o movimento, parecia estar mais próximo…não estava estática… não havia a do, estou aqui sossegada, não podia ficar.
Tentei. Sai para a rua… somente eu as estrelas, o escuro…um frio de rachar…a estrada… os faróis…
Passa o tempo, sintonia contínua… mostro que estou. Porque eu sei que estou, agora a necessidade de saberem que estou também sei…também aprendi que é assim, que há esse querer alheio…de quem é sentido. É importante que saiba que estou, mesmo fazendo caretas…
O telefone toca, mal é pousado…nos sinais…
Olho…pisca…. Pisca… Atendo. Sabendo que não será longo…
“Estás onde?…”-
Sei lá, a kilómetros de distância…-É o que penso… o que respondo? – Não estou.
-Estamos aqui blá blá blá… não vens cá ter? Vá lá só um bocadinho…blá blá blá…
-Não.
-Passas por cá e levas aquilo que me pediste e precisas, então…- percebi nitidamente a jogada, que só jogo se quiser…
Bah, passo, mas não fico, vou somente buscar o que preciso.
Chego.
Boa noite...então, cadê? - não me podem dizer que não vou directa ao assunto…nada que não saibam, já…
-Então senta-te e tal e coisa…. Sim?
-Não.
-Então vou buscar aquilo ao carro, se não queres mesmo nada… - cara de contrariedade pura.
-Então nada…que digo boa noite a quem fica e saio contigo que assim sigo logo…
- Dasss, que mau humor!
-Não….de humor, agora bom ou mau depende das pessoas – sorrio e saio…não olho para trás…
A caminho do carro…
Então não ficas porquê?
-Se eu disser porque não, acabas com o assunto, dás-me o que preciso e não me chateias mais?
(fungou e abanou a cabeça….)
chaga outra alguém…feminino…
-Então, por aqui? -(sorriso de enjoada…)
-Não. Sou um holograma…
(alguém sorri na sombra do seu porta bagagens… vejo as costas…que não enganam e o som que parece o mutley, em sorrisos engasgados e abafados…)
chega outro alguém feminino que tem de ficar a fechar o carro sempre que este colchão de silicone flutuante crava boleias e se lembra de boiar nas ruas…
-Então miúda, estás bem? - Abre o sorriso.
-Quando receber a tua prenda do Natal vou ficar melhor. - Respondo e pisco o olho…- Aproveito e acrescento para a delivery person: - Então demora muito…?
No mesmo momento é-me entregue o que passei para pegar…
- Ai o que é? – cusca… que está ao seu lado vê o “acidente acontecer”
-Algo que não vais saber o que é.-Esclareço eu. – tou no ir…-avanço de seguida para uns boas noites…
O colchão de água devia estar calado, mas não…arranjam sempre maneiras de achar que devem chiar…
- ai a tua amiga não gosta de mim…-diz ela ofendida e com queixume…palavra que a vi fazer beicinho, perdão, beiçola!
Alguém tenta amenizar dizendo que não é bem assim e que até sou boa pessoa…
Levanto a mão para findar a conversa, olho e digo: -Contra factos não há argumentos: não gosto.
Nisto aproxima-se um carro que nem vi de onde…apesar desta conversa, os ânimos estavam serenos…ninguém viu o peão e quem o fez, não viu as condições climatéricas ou do veículo… o gajo queria impressionar a sua gaja…mas ia acabar por embater na rapariga do sorriso doce…
Não pensei, ela não viu e soltaram-se os instintos…
Parecia um filme a alta velocidade que eu vi em câmera lenta, mas que o vivi a diferentes velocidades…puxei-a… o carro nessa altura vinha de lado já a tentar parar ao máximo… acabei por ficar no lugar dela…mas salto mais…tive sorte afinal de contas, o carro só me bateu de lado… experimentei um capot…
E penso que o gajo, quando quiser impressionar a sua gaja, não vai fazer aquele tipo de peões…basta despir-se e sair à rua assim, em pelota naquele frio…
Reacções rápidas e …contabilizados os estragos…alguém doce ficou com um buraquinho na meia…eu fiquei com umas nódoas piiiquenas…mas acabei a noite on the rock’s…de gelo…já com o frio que estava… acabei por receber o curativo pela própria aragem que corria….mas as antenas, essas… continuavam a kilómetros de distância…

(estou bem… nada que uma pomadita não cure e um gelo…)


SeeUArround e afins... ;)

publicado por Pontog às 14:38
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005

Rebentar de águas ; -)

Fui testemunha de uma curiosa sensação, somente para a pessoa foi surpresa do bem estar…de compleitude que lhe deu…que, se se aplica aquela situação do escrever um livro, plantar árvore e ter o filho….digamos que a pessoa em questão está realizada nestes aspectos por umas quantas vidas.
Vi um rebentar de águas… como a água renova, faz nascer…e alimenta o verde. A esperança de se espelha nos olhos…cor de ervilha, de horta vitamínica.
Um despertar de capacidades evidenciadas que precisavam de um acreditar, interior.
Como aconteceu, não sei…aconteceu.
Começos, turras, recomeços. Uma certeza: o querer.
Um capitulo de livros de peças…labirintos de linhas rectas, com eventuais e esporádicas consultas oftalmológicas.
Precisar, ter. Querer. Estar. Presenciar.
Receios vencidos, novos caminhos (des) conhecidos. Passo a passo, estrada a estrada…água a água…mata sede interior, que extravasa e salpica todos em redor… não consegues banhar-te na felicidade, no gozo da descoberta, sem que caiam umas quantas gotas em quem gosta de te ver brincar na água…
Já viram…? Eu vi…
Tenho sido privilegiada, nesse aspecto. É magnifico…
Faz lembrar aquela história do patinho…mas com uma diferença: este ser, sempre foi cisne… (por vezes duvidava…)
É quente este ser, que aquece e de modo carinhoso toca com as suas asas, outras vidas… renova as suas penas, que passam a ser molhadas num tinteiro, chamado vida e se diluem numa página…que fazem parte de peças, capítulos sem as quais o livro…a sua grande obra de arte não seria tão dele (ser), quanto é.
Este ser tem um tempo, o seu…ao ouvi-lo….ao ouvir-se e ao respeitar-se vai sendo a pilha que recarrega e não faz falhar o seu pacemaker…ou melhor, peacemaker. (quando falha, ofereço um calduço).
Gosto do seu sentir. Contrario a sua lógica. Preocupo-me com o seu estar…estado de sítio, por vezes…estado de coisas…Compreendo as suas dúvidas. Sorrio com a sua felicidade. Hoje estou feliz, pela felicidade alheia.
E isto tudo…é recíproco.
Passo a passo, caminhando, receio vencido…conquista de ser merecido. Assim se vai encontrando…e caminhando.

Aguarda-se o nascimento….ele há coisas….que me deixam feliz. E orgulhosa….conseguiste, miúda. ;)

(Entretanto vou ali comprar os charutos, para distribuir…e assaltar a máquina das gomas). Hoje é dia de celebração… não sei ainda qual o primeiro nome do petiz, -penso que é Grito – mas o segundo é Esperança…). : ))


SeeUArround e afins... :p


publicado por Pontog às 12:24
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