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Quinta-feira, 28 de Julho de 2005

O descanso das Guerreiras

Tudo em sossego. Oiço o vento e a chuva lá fora e dou por mim a pensar nas últimas semanas (para não dizer meses) que correram a um ritmo alucinante. Quantos acontecimentos, quantas dúvidas, quantas questões se levantaram.
Três companheiras de bons e maus momentos que se apoiam mutuamente. Certamente ficarão na história das tribos por onde passaram armadas de escudo e espada... quantas batalhas travadas… derrotas? Não as sentiram. Dissabores, alguns. Mas nada que a sua força, amizade e cumplicidade não ultrapassassem.
Surpreendo-me com a intensidade desta Amizade. Alegrias partilhadas… tristezas superadas… uma ausenta-se, as outras preocupam-se… uma fica silenciosa, as outras abanam-na… - provoca-me … ;) uma sente-se ameaçada, as outras protegem-na…uma vê as suas qualidades reconhecidas, as outras saltam de contentamento…(eu, lamechas como sou, até chorei de alegria. E é tão bom chorar de felicidade…)… uma regressa à tribo de origem, as outras seguem-na sem hesitar. Na memória ficarão os locais por onde passaram, pessoas que conheceram… momentos vividos, uns agradáveis, outros nem tanto.
Em silêncio observo-as. Descontraídas, com um sorriso que lhes ilumina o olhar. Brincam com as palavras… são peritas na (des)conversa… provocam-me risos :)
Apesar de me manter em silêncio, sinto-me calma, em paz!
Passo … a … passo…a … passo… sinto que tudo se encaminha…

Fiquem bem

Tenham uma noite descansada e … não esqueçam, sejam felizes ;)

Erótica
* Beijos miúdas ;)

publicado por Pontog às 02:41
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2005

Peças ao acaso...

O sono tarda em chegar. Já há algum tempo que não me sentia assim. Também já há bastante tempo que não recorria ao blog para contar carneirinhos... mas hoje não resisti a vir pensar em "voz alta".
O meu pensamento voa... tem acontecido tanta coisa em tao pouco tempo. "Sinal que a vida passa por ti" diria a Fetiche. Mas bolas! A vida não me poderia poupar um pouco mais? Passar sem deixar mossa...
Eu não acredito em coincidências. Por vezes certos acontecimentos, pontuais, deixam-nos a pensar mas depressa voltamos o pensamento para outro lado. Agora quando se repetem sucessivamente, algo se passa.
Não quero acreditar que o passado esteja de volta. Não queria... Eu que tanto fiz para me libertar de fantasmas, vejo-os de repente a tomar forma. Nítidos. Será possivel???
Não quero pensar nisso, mas o meu pensamento recusa-se a obedecer-me. Dou por mim a tentar juntar peças, de forma a chegar ao entendimento... relacionar factos, pontos em comum. E são tantos...
Gostava de entender. Nesse dia, libertar-me-ia...
Gostava que me explicassem o porquê ... porque agem assim? Sinto-me como se estivesse na idade dos porquês... como se não tivesse ultrapassado essa fase, tal é a minha necessidade de entendimento. E seriam tantos porquês a colocar. Porquê?... Porquê?... Porquê?
Encontro algumas respostas que nunca serão certezas... os meus porquês não passam de perguntas sem retorno.
Não vou enumerar as perguntas que gostaria de colocar. Quem sabe um dia as respostas virão ter comigo... um dia... quiça ...

O sono começa a dar sinais... vou aproveitar para ver se durmo um pouco.

No entanto, antes de ir, deixo aqui uma lembrança para quem nos visita. Um recuerdo da Fil Erotica...

Pontog 007.jpg Imagem captada pelo Pontog na Fil Erótica (Gay Zone)

Fiquem bem

Até breve e não esqueçam... sejam felizes ;)

Erótica

publicado por Pontog às 03:40
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2005

Bem-aventuradas as pobres( ou ricas) de espírito.

Volteio as palavras entre a língua. É com um ar resignado que engulo as letras. Uma exalação ruidosa fica por acontecer. Tiro o chinelo, sou gajo para usar chinelos e dou duas chineladas. Uma na Fetiche, outra na erótica.
Sorriem, lambem as beiças e reclamam por mais.
- Oh, Kiinky. – Rezingou a Fetiche. – Não me coçaste as costas como devia ser. – Maliciosamente estende as costas a ver se lhe dou com o outro chinelo.
- Kiinky, não me diga que levaste a mal a brincadeira? – A Erótica boceja a disfarçar a gargalhada que está prestes a soltar-se. – A ideia foi da Fetiche e eu adorei ver como reagias a alguém que não ia sentir-se ofendida. – Começa por fim a rir-se aos solavancos. E acaba a cuspir gargalhadas entre as lágrimas que nos salpicam.
- Não vos condeno, nem vos absolvo por ontem terem brincado comigo. – Com criaturas é bom que um gajo seja como um escultor. É preciso esculpir a conversa para que no fim o resultado seja sempre em nosso favor. – Sou um gajo flexível…E encarei o que fizeram como um tributo de vassalagem.
Entreolham-se as duas prestes novamente a desmoronar-se em gargalhadas.
- Se assim é, porque sacudiste o chinelo para cima de nós? – A Erótica não resistia a perguntar. Agastava-se com perguntas supérfluas na esperança de que eu dissesse uma baboseira qualquer que a fizesse novamente rir.
- Para afastar as melgas, obviamente. – Incomoda-me que estas raquíticas necessitem que lhes demonstre os axiomas que digo.
Vou resumir o que ontem estas criaturas fizeram. A Fetiche convida-me para ir até a uma sala de chat. O que estranhei, pois já estava em várias salas desse mesmo chat. Mal entrei na sala, comprovo que me convidou para uma das salas que não tem ninguém. Nem cinco minutos teriam passado e aparece um nick. A escrita dessa pessoa era de tal forma tísica que me enfastiou em menos de três segundos. Usava de prudência, notava-se como o que dizia não era fluído, mas sim artificial. Mas sou gajo para dar corda e esperar que se enforquem nela. Desajeitadamente essa pessoa pedia-me:
- Provoca-me…
Pensei:
- Que estranhos caprichos o deste biltre. Não foi exactamente isto que pensei. Foi um pouco diferente. Mas hoje em dia quem é que liga a pormenores?
Como estas criaturas já me conhecem e sabem que sou imune ao virtual, resolveram mostrar-me que primeiro com facilidade acabaria por sentir algo virtualmente e segundo que não apreciavam ver-me apático. Acima de tudo a ilustração…Era sobre a empatia.
Sim. Sim…Mal a pessoa começou a conversar senti empatia. O que era natural, já que a pessoa era a Erótica disfarçada. Maquiavélicas estas fulanas. Adiante. No Messenger, pergunto à Fetiche se por acaso o nick que estava na sala não era ela. Ela atira-me um lol…Que é o que faz sempre quando não sabe o que responder-me. Nega e eu começo a ficar sem saber o que pensar da alucinação que parece conhecer-me e saber onde tocar para que reaja. Por várias vezes durante a conversa no chat, fiquei de sobrolho carregado. Aquela pessoa tinha de me conhecer. Isso era uma certeza. Insisto com a Fetiche ao mesmo tempo que insisto com o nick no chat. E as duas já perdidas de tanto rir, confessam que tinham combinado dar-me uma lição.
Sabiam que me sentia letárgico. Até um gajo tem dias de indolência. Mas em vez de me deixarem sossegado a roer o meu pensamento, ofereceram-me do que lhes costumo oferecer. Ou seja, fizeram-me reagir. Embora não tenham utilizado a mesma técnica, eu irrito-as até que soltem tudo o que lhes está a provocar o mal-estar.
- Beauti pauperes spiritu. – Palavras que levavam um arpão na ponta e pretendiam acabar com as atitudes de orcas. Ou isso, ou mais uma provocação. Eu sou gajo para isso e muito mais.
A Fetiche, pragueja em voz baixa:
- Ficaste com o espírito…Er..
Foram favorecidas pela sorte, estas pobres de espírito! Ou será rica de espírito? O que sei é que a partir de agora vou ficar de sobreaviso.
Um gajo, precisa acautelar-se contra estas amizades omniscientes.

publicado por Pontog às 10:18
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Terça-feira, 19 de Julho de 2005

Desfecho de uma tragédia anunciada.

Uma réstia de luz. Era tudo o que nos restava. Fizemos os nossos caminhos, escolhendo atalhos ou desbravando a floresta ainda virgem. Ainda sem antes ter sido palmilhada. Ou se foi, para nós sabia tudo a novo. Devo-vos ter guiado. Pelo que entendi nas vossas palavras, sempre me viram como a lanterna que ilumina no meio da obscuridade. Da vulgaridade. Eu, a lanterna. Lanterna que nunca quis ser. Algures nessa caminhada de mãos e sentires que se estreitam, parei a olhar para um alpendre. Foi aí que fiquei a balançar-me nas palavras enquanto vos via seguir viagem. Plantei o meu ser ali. Plantei a vossa amizade nas palavras que balançava. Somos a superfície de uma longa amizade.
Veleidade. Somos a esterqueira do aparente.
Tive de vos enfrentar com a minha realidade. Nessa altura ainda algo restava. Mas o que vos disse não vos soou como a minha verdade.
- Degola-nos com o que dizes.
- Se tal faço, ao degolar-vos, começo por me degolar a mim!
Nem se chegamos a agitar convulsivamente. A conversa tornou-se lacónica e tal como começou caiu no torpor dos nossos hábitos. A agonia de saber que vos bastava o meu aparente, começou a soltar-se pelos poros. Formou uma poça, mais tarde um poço. E por fim afoguei-vos.
Ofereci o meu aparente em sacrifício. E tentei penitenciar-me por não ter sabido mostrar-vos mais do que sou e menos do que gosto que pensem que sou. Mas o nosso niilismo já tinha tomado conta de tudo.
Embriagados na forma como me viam, nem viram que se eu era a lanterna…Então acabei mesmo por me fundir com a noite. E só ficou a escuridão.
Hoje nem luz já existe para nos orientar. Mas sinto ainda o rumor do que foi uma grande amizade. Esquartejo o que resta com o que digo. Empunho a arma, acabo aqui e já com isto. Disparo na vossa direcção e eis que acontece o ricochete.
Não sentiram. Nem podiam sentir que ao disparar contra a amizade, disparava contra mim. Na altura nem a mim me ocorreu tal. Como a amizade não tombou, não se aperceberam que eu sucumbi ali. Foi naquele momento que entendi que já nada restava.
Pediram-me tréguas de uma guerra que segundo todos tinha sido começada por mim. Comecei a guerra da minha verdade!
Se só conseguem ver a minha essência como se fosse um laxante para vos levar a reagir, que conhecem vocês de mim?
- Suspende por hoje a arma que trazes sempre carregada. Pode ser?
Desde crianças que bem que viam o revolver das acções bem recortado, sempre pronto a atirar, junto da conversa. Com os anos até aderiram a uma brincadeira e pediam suavemente:
- Estruma-me o pensamento que hoje tive um dia péssimo.
Marquei-vos a ferro. Com um ferro em brasa marquei-vos como se fossem bestas. Pedi-vos o impossível. Hoje sei que vos pedi que seguissem a minha cadência de demente. Um enigma responda com outro enigma. Subi a fasquia. Ao longo dos anos…Mais e mais alto. Lembro-me de ti…E de ti…E ainda de ti. Recordo-me quando éramos crianças. Será que ainda se recordam. Vejo-me a tentar afastar-vos. Repelia-vos. No entanto nunca me deixaram só. Sei que disse muitas vezes que a vossa presença era maçadora e só me cansava. Sei também que por ser a mais nova, ficavam a olhar para mim abismados com a quantidade de disparates que conseguia dizer. Mas para vocês não eram disparates. Primeiro estranharam…Depois entranharam-me.
- És uma menina diferente. – Como se isso só por si explicasse tudo. Como se isso só por si explicasse que vos açoitasse com a minha estranheza.
Depois seguiam-me. Como se fosse importante serem aceites. Penso que vos disse uma baboseira assim. Eu consigo dizer tantas. Zurro palermices!
Sem a vossa amizade a minha adolescência teria sido um saco vazio. Serão sempre importantes para mim. Mas gostam do que aparento. Não daquilo que sou. Isso talvez seja algo que desconheçam. Ou se conhecem, preferem que seja um ser gradeado. Preferem que deixe os outros estonteados. Preferem esta aparente aspereza de estar, a lidar com alguém exacerbadamente sensível.
Nessa altura ainda eram os meus amigos. Não tentavam ser uma réplica do que sou. Eu sou o aparente que origina um equívoco. Assim como cada um de vocês é hoje pouco mais do que o aparente.
Não é fácil conviver comigo. Mas heroicamente eu pensei que tinham sobrevivido a esta maneira de ser que pode caustica. Sei. Sei que com o tempo passaram a sorrir e entendiam que não existia agressividade. Só uma enorme sede por entendimento. Procurava reacções. Procurava entender. Com tanta voracidade…As vossas essências perderam-se. E a minha essência essa habituou-se a mostrar o que podia surpreender pela negativa os outros.
- Somos teus amigos. Como podes pensar tal anormalidade!
Entendam-me amigos, sei que não perdi o vosso carinho e em parte admiração por este estar que pode ser aberrante. Esta provado que por mais que diga e faça nunca vos perderei. Eu sou o vosso enigma. A pessoa que querem ver como diferente. Esta na hora de vos esclarecer que o que sentem por mim não é real. Gostam do que mostro. Não do que sou.
Ó amigos que não viram…


- Mas que é isto? Quem é que abriu o esgoto a esta gaja, este gajo ou isso? Eu sou gajo para lhe atirar com desdém se continua a vir escrever aqui!
-Olhem lá criaturas mas afinal este espaço é do Kinky ou é dessa gaja que tem a mania que é acrobata?
Só me faltava além de aturar o vosso delirium tremens também ter o de aturar o desta gaja! Com a bazófia desta criatura posso eu bem.
Escreveu à toa. E no meu espaço! Exijo saber quem é esta gaja!
Fetiche e Erótica ou elucidam-me ou levam com uma baforada de cólera!
- Quem és tu ó gaja?
- Népias. Sou a Népias.
- Ah sim? Então badale-me o alarve e depois chupe a preceito.

publicado por Pontog às 13:38
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2005

A velha adormecida

Era uma vez, num centro comercial, representação de um reino vizinho…numa determinada secção, uma idosa, messsssmoooo idosa, de pele branca, mas de sarda avançada e marcada… a roncar…a roncar…
Via televisão, sentada e repousada, mas de ray-ban na visão. (Devia estar habituada a outros tempos, em que para ver televisão se precisava de filtro protector, nomeadamente de cor azul…para se pensar também, que se tinha um televisor a cor).
Quem não pode, deixa os velhotes nos hospitais, quem pode….deixa no el Corte Inglês. É assim mesmo, uma variante, quem deixa os seus por lá…aqueles que já custam em levantar os pés, enquanto eles correm as bancas de lés a lés… Talvez a par de tempos -livres para os miúdos, era de aumentar uma área de cuida - fósseis… os fraldários podem ser os mesmos.
Com uma grande diferença, os deixados e entregues ao cuidado das unidades hospitalares estão rodeados de maquinaria do género: máquinas de registo cardeológico e assim…no el são pequenas variantes: home cinema.
Semelhanças: Plasmas têem em comum o significante, mas é de modo muito distinto o significado…
Ela roncava, roncava…e assobiava assobiava…
Eu vou, eu vou…lailailai
E ela soprava, soprava…
Deparo-me com a velha adormecida. Tem de facto pele branca, mas nela a marca da idade…e sinceramente não estou a ver quem a beije, ou neste caso, quem a veja…
Eu vou, eu vou…acordar a velha eu vou…lailaialia imaginei-me….
Mas decerto eu cairia nas boas graças dos senhores assistentes, que já estava a pensar em emitir um apelo pelo altifalante do centro: “De quem é a velha?” no momento que passei estavam a tirar à sorte quem iria acordar a Velha adormecida, que iria acordar a princesa… acotovelavam-se ansiosos e respiravam aliviados, uns mais que outros aquando o resultado do par ou ímpar que jogavam saia… uns riam, outros exasperavam…
E roncava, roncava…a Velha Adormecida…
Esperava-se a todo o momento um aviso geral: De quem é a Velha adormecida, tão carcomida?
Visionava, mesmo de olhos fechados um lindo cenário de frutos…com colunas por todo o lado, rodeando a sua cabeça insuflada de laca, qual cabeção…e roncava, roncava…e babava…babava…
Quem passava olhava, e reparava, que ninguém a reclamava…
Eu vou , eu vou..lailaialai….ok! Não vou, fui proibida de ajudar, de mandar o andarilho para o chão de modo a acordar e Velha Adormecida… de mudar o dvd de frutos, por uma cena digna de a fazer despertar de seu sono profundo… sem o rapaz a ter de beijar. Mas de a colocar a salivar.
Uma bela cena a faria despertar, mas a fralda teria de mudar…
A roncar a babar…a roncar e a despertar….
Ela despertou, e não mais roncou…tinha a cabeça dormente…mas viveram felizes para sempre…
Sai e fui procurar fazer a minha boa acção do dia, noutro lado…
Eu vou…eu vou…lailaialia …à procura doutra velha eu vou…lailaialaia

SeeUArround e afins ... ;-)



Fetiche

publicado por Pontog às 15:49
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Terça-feira, 12 de Julho de 2005

O mundo ao contrário...

Hoje acordei com uma sensação estranha… um tanto perdida, ou talvez não…
Afasto-me de quem me sentia próxima… as dúvidas dando lugar às certezas… ou será o inverso?
Gostava de chegar ao entendimento … Queria acreditar… mas, não sei se me apetece… não sei se vale a pena…
Apetecia-me ter algo por que lutar, mas para isso precisava acreditar…
Escrevo o que sinto e penso: para que escrevo eu isto? Para escrever estas tretas mais vale estar quieta…
Decididamente não estou nos meus dias…
Irra que neura!!! Hoje nem eu me aguento…

Fiquem bem

Erótica


publicado por Pontog às 14:28
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Segunda-feira, 11 de Julho de 2005

98% de Loucura...

Teria sido um dia de verão como tantos outros não fossem aqueles olhos lindos, esverdeados que me observavam. Fixei-os como que hipnotizada, o mesmo acontecendo contigo. Tudo o que nos rodeava deixara de existir. Olhos nos olhos sentindo que pertencíamos um ao outro. Nunca nos havíamos visto, contudo, sabíamos ser aquele o nosso lugar. Naquele momento nada mais queríamos…
Desviei o olhar, confusa… pensei afastar-me. Tinha que o fazer… Não resisti a lançar-te um ultimo olhar antes de continuar o meu caminho. Continuavas no mesmo lugar, o teu olhar suplicando: Não vás! Hesitei e não resisti a ficar. Sorrindo, dei-te a mão, puxei-te para mim. Afinal era esse o meu desejo. Sentir-te!
Envolveste-me nos teus braços num gesto meigo, no entanto, carregado de desejo. Os teus dedos acariciando-me os cabelos e, sem desviar o olhar aproximaste o teu rosto do meu. Fixei os teus lábios ansiando pelo momento em que os sentiria nos meus… mas ao mesmo tempo assustada pelas reacções que me provocavas. Sentiste que me retraí e, pegando-me ao colo, encaminhaste-te para o local onde tinhas a toalha, bem junto ás dunas. Com o mesmo cuidado de quem pousa um objecto precioso, deitaste-me. As tuas mãos moviam-se no meu corpo despertando em mim o desejo… acariciava-te… as bocas unidas num beijo sôfrego… suguei-te a língua… mordisquei-te a orelha sugando-lhe suavemente o lóbulo. Estavas louco, estávamos loucos. Os nossos corpos pedindo mais… senti as tuas mãos nas minhas costas desfazendo o nó do minúsculo bikini. Despiste-me. Os teus lábios percorrendo o meu corpo em suaves toques… estremeci. Sentia-me percorrida por ondas de prazer, o meu corpo movendo-se de encontro a ti. Mesmo inconscientemente meus dedos deslizavam nos teus cabelos, exercendo leve pressão encaminhando-te. Queria sentir a tua língua no meu sexo… Em paralelo sentia o teu prazer, a tua excitação. Controlei-me de forma a não deixar o orgasmo chegar. Queria que o atingíssemos juntos. Com voz rouca de desejo, pedi-te que me penetrasses. Cedeste ao meu desejo… que também era o teu. De joelhos virado para mim, puxaste-me de encontro a ti fazendo-me sentar no teu colo, as pernas entrecruzadas nas tuas costas e, ali, entre beijos e carícias, possuímo-nos. Sentia o teu membro, rijo, penetrando-me. Entregues ao desejo gemíamos, ofegantes, movendo-nos num ritmo louco. Nada mais existia para além de nós… para além do prazer. Éramos um só… e numa explosão de sensações, sentimo-nos projectados para outra dimensão. Foi a entrega total.
Ficámos abraçados por longos minutos. Beijando-me murmuraste: Adoro-te! Adoro mimar-te, adoro beijar-te, abraçar-te… adoro sentir o meu corpo no teu. Adoro estes momentos de loucura.
Regressámos à realidade e seguimos caminhos diferentes. No olhar, a promessa de um reencontro.

Até breve

Fiquem bem e... não esqueçam, sejam felizes ;)

Erotica

publicado por Pontog às 21:54
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Labirinto

li.jpg


Labirinto... labirinto...
Tenho alguma culpa de os estojos de química da vida estarem caducados ou de serem dadas a reacção e retardadas…ou nem se darem? Tenho lá culpa de não gostar de quem não gosta de mim, seria bem mais fácil a quem se mostra digno do meu afecto, mas não é assim…devo ficar rendida à gratidão do que possam ter por mim? Do carinho comovente..? Da tentativa de me fazer ver que é a pessoa certa para mim, quando todos os meus poros clamam não…não reconhecem o toque? Quando o sangue não circula mais rápido, quando a respiração só é mais e mais sentida a claustrofobia por contrariar e contrair a minha vontade…? A vontade de voar, quando só vejo redes no ar?
Socorro….
Sinto-me ingrata quando não o sou, quando a mim própria cobro a rectidão…
Justifica ser quem mais me ajudou, quem mais cobra? Será esta exigência, este apelo legítimo?
Há a possibilidade de estar ao lado de alguém e sentirmo-nos sós… estarei tão consciente disso? Será o toque “mentível”?
A ansiedade e a impulsividade cobram-me respostas, atitude….mas eu nem sei ainda o que quero fazer…e cobram-me e cobro-me uma resposta agora, que nem estou pronta para dar…para assumir…porque fico entre o deve e o haver…entre a gratidão e a oportunidade que adio em mim…para mim…
Não! Hoje recuso-me dizer não há desistência de poder amar, de sentir, de ser. Hoje recuso-me a deixar de ter esperança nas minhas oportunidades, ou de as descobrir, ou de poder partir a cara. Hoje digo não à impulsividade que me pode ceifar parte de mim. Hoje aplaco a ideia de justiça para com os outros e cedo-a a mim própria.
E oscilo, enquanto o toque e o sentimento que não chega…estes não me chegam...mas terei dado a mim mesma chance de descobrir noutro lado?
Sinto-me entre o vai e o vem…entre ceder a mim…ou aos outros…
Pedem e equaciono pisar um trilho por onde já passei, que conheço e que não me serviu… Preciso de respostas… Preciso de luz… preciso de mim…será que …que será… será…




SeeUArround e afins ... ;-)




Fetiche

publicado por Pontog às 04:29
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2005

Farol para Mar-alto, escuto…. Câmbio.

farol1.jpg

Hoje apetecia-me. Trazer-te para perto de mim…tirar-te e arrancar-te desse suplicio…que se transformou o teu mundo nalguns momentos.
Conceder-te paz, ou tempo, ou espaço…tudo que quiseres, para fazeres o que bem entenderes, só tu, para ti mesma.
Para perto de mim, porque neste momento estou longe…e perto. Andas comigo, remember?
Neste momento, para ti, tenho a sensação que tudo parece longe. Aqui dava-te e terias o tempo e espaço para voltares a reerguer-te, respirar, dormitar, para o que fosse… mas era algo que te concedias. Estás mal…consigo vislumbrar e sentir daqui…começa a faltar-te força, para encarares. Não consigo chegar-te, porque tens a mania das ameias, dos muros…etc. … Percebe a quem podes acostar, recostar-te… dizer as mais variadas baboseiradas ou asneiras e não perder a força, mas re-ganhá-la. Pensa em ganhar, em vez de esperar ou pensar em perder. Ganha-te a ti.
Pesco-te…tento, mas o mar está turvo…levantas areia para ver se passas despercebida…O mar-alto que é o teu habitat, parece distante e definhas na praia…mas repara como basta olhar com atenção e ele está logo ali.
Não te afastes do bom, recarrega baterias nele, não te penalizes, pois és arbitra da tua vida, marinheira do teu mar…o bom, conquistaste-o. Foste merecedora, preciso assegurar-te isto, porque até isto deves colocar em dúvida...aliás, elas devem ser mais presentes, que as lembranças em tempo de Natal.
Só uma coisa…Não duvides que é mérito teu as pessoas boas que conquistaste, elas estão para ti e por ti. Presentes e disponíveis…são o farol que pisca por vezes…
Penso em colocar esta mensagem numa garrafa…pode ser que no caminho ou numa viagem ao mar-alto, a apanhes, recebas…e percebas…
Eu?.. Bom, eu sou um farol… (pequeno, mas que pisca, mesmo assim ;-) )


P.S.- bebi uma garrafa de água com gás para te enviar isto… ele há coisas que um farol tem de fazer…ehehehehe. Acrescentando…Tenho saudades…

SeeUArroud e afins... ;-)

Fetiche

publicado por Pontog às 21:40
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