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Terça-feira, 31 de Maio de 2005

Saudade

Saudade é o que agora sinto, mesmo sem partir.
Ainda não me fui e já penso que sinto falta. Do que sou quando estou aqui.
Não, não quero falsear, nem estou a dramatizar. Quero tudo.
Estar aqui e lá. Estar lá e estar em todo o lado. Acho-me no direito a tudo. Direito ao melhor de tudo. E não, não me sinto minimamente ridícula de querer tudo. Quem não chora…
Sentimento meu que fica espalhado.
Não olhes para aqui e sintas que estou longe…estou aqui mesmo, não me vês? Olha lá….olha com atenção. Estou aqui, à tua frente, a teu lado, aqui, mesmo a olhar para ti. Acompanho-te. E tu acompanhas-me. Fazes-me companhia, estás em mim e comigo, sempre.
Quando franzes, faço rir. Quando ris, acompanho a gargalhada. Quando provocas, respondo. Quando inventas sou a primeira a admirar as tuas invenções. Quando te irritas estou por aqui, para as mágicas que fazem passar a irritação. Quando te aborreces, faço-te ver que não vale tanto a pena assim. Tu, idem. Com excepção: quando te provoco, pioras.
Se tentas levar o copo com água à boca empurro a base, e rimos juntas. Quando uma diz mata, a outra diz esfola, se uma chora, a outra…mama. Se uma canta, a outra tapa os ouvidos. Se uma vê um sapo, a outra solta. Se uma telefona, a outra atende. Uma chora a outra acalma. Uma grita, outra tapa os ouvidos…ou acompanha até ambas ficarem roucas…Se uma diz: Eu vi …a outra acrescenta: …um sapo...lailailai…
Se uma não está, a outra reclama.
Se uma fraqueja, a outra é a força que se precisa. Se uma diz preciso de…nem termina a frase que a outra diz: presente.
Portanto, nunca estamos sozinhos, porque trazemos sempre alguém connosco. Que vive dentro de nós.
Saudade, esse sentimento próprio de quem sente afecto.
Mas repara…como estou aqui, a sorrir a olhar para ti…

SeeUArround ... e afins ;-)

Fetiche

publicado por Pontog às 23:27
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Dia do Egoísmo

Hoje declaro o Dia do egoísmo

Declaração de princípios

Bom sendo do contra vou começar pelo fim.
Vão-se foder.
Quero lá saber, os outros que se vão foder. Quero, posso e mando. Chega de conveniência e da reticência…a não ser que seja isso que em mim vai nascer e apetecer fazer.
Chega que me atrofiem e me martirizem. Chega sobretudo que me digam e façam crer que quero isto que me pretendem vender. Hoje só eu importo, exporto, mais ou menos morto, desaguo neste porto…real gana, a minha que se instala. Vivo eu e a quem faço viver. Vivam todos aqueles que fazem com que me sinta bem, os outros? Esses, que vão enrabar um porco. Tenham tomates, ou peçam emprestados, nem que seja para os usarem como brincos, para os exporem, ou os mostrarem. Sou egoísta. Hoje faço questão de ser.
Ou melhor, nem sou porque se fosse, passava para o grupo daqueles que passam o tempo a prejudicar meio mundo e a congeminar o modo mais imperceptível e eficaz de ir ao cu ao outro sem que ele se aperceba, ou em caso disso aceda e nem reclame muito.
Os “pintas” cretinos que se virem uns para os outros por uma vez…
No fundo esta declaração tem um único e irrefutável, bem como incontornável verdade:
Quem quiser dormir, dorme, quem não quiser, faça o que bem entender, mas não me fodam os sonhos.
Façam o que é melhor para vocês, e o resto que se orientem.
Tenho o princípio meio e o fim de ter a vida equilibrada, de ser voz da minha vida que como a quero levar e ter. Disso não prescindo, é inegociável. Ela merece que eu pense assim. Depende única e exclusivamente de mim. Pelo menos a parte onde posso, não vou deixar nas mãos alheias. Mereço tratar bem do meu ego, dos egos e egas de quem eu escolho, não que quem se impõe. Do alto e no dia dedicado ao meu egoísmo digo: não há escravidão a que nos tentar confinar pelo que acham certo ou errado. Chutem no ego, é lá com eles. Eu? Bom, eu reconheço-o, preciso dele e se assim não for, como posso pensar no que é bom para mim?
Portanto, tira-me a mãozinha das costas, e tira o olhar do meu rabo…vai enrabar outro.
Viva o direito e ao dia de cada um… vivó ego!


SeeUArround ... e afins ;-)

Fetiche





publicado por Pontog às 01:02
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2005

Grrrrrrrr

Estou que não posso!!! grrrrr

Este é o meu lindo pc... computador1.jpg


Esta não sou eu, mas bem que poderia ser tal o estado de fúria em que me encontro... sem título1.bmp (imaginem bem como estou que nem a pic aparece eheheh)


Este vai ser o meu pc se eu não conseguir concretizar a tarefa que me propuz...pc4.jpg

Que raivaaaaaa!!!!!


Não liguem... Tenho estes ataques de fúria mas sou linda, kida e fofa (lol) (ui ui se sou...)

Fiquem bem

Erótica


publicado por Pontog às 22:21
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2005

Eu, ( árvore??? ) Erótica - parte II

Reli o que escrevi ontem e tenho uma correcção a fazer... Como se pode falar em solidão quando temos Amigos?
Os Amigos compensam-nos de qualquer outro tipo de "solidão"... Com a sua presença, os seus gritos (sempre que merecemos) os eternos abanões...
Um Amigo faz-nos sorrir... ajuda-nos a esquecer, nem que seja por breves momentos a tristeza; dá-nos colinho quando precisamos e, acima de tudo, sabe dizer-nos "não vás por aí" quando vê que aquele é o caminho errado... Mas, Amigo respeita-nos, não nos "obriga" a ir por o caminho que ele julga ser o mais certo... nem nos diz depois de termos errado, em tom de reprovação "eu não te disse?". Detesto quando mo fazem grrrrr
Neste sentido, sou uma sortuda pois tenho Amigos. tenho quem se preocupe comigo. Não são muitos, mas são Bons!!!
Estou a escrever e a recordar momentos que passámos juntos. Lágrimas, sorrisos, valentes gargalhadas... Não consigo deixar de sorrir :-)

Há diferentes níveis de Amizade... mesmo que seja alguém que não nos conhece, que não acompanhou momentos de angustia e alegria, existem pessoas que sem exigencias, sem querer nada em troca se disponibilizam para nos levar a entender algo que nos escapa... se disponibilizam para nos ajudar, para nos ensinar... Almas gentis... gosto de pessoas assim.
Gosto de pessoas inteligentes. Que me espicacem a todos os níveis. que me levem a querer aumentar o meu conhecimento, mais e mais...
Gosto de pessoas firmes que sabem o que querem da vida... e fazem por atingir os seus objectivos com carácter, princípios.
Detesto pessoas fracas que dizem saber o que querem da vida mas nada fazem para atingir o que mais desejam... não conseguem enfrentar os obstáculos que a vida lhes apresenta... desistem... ou usam os outros de quem dizem ser amigos.

Agora divaguei. Afinal só vim fazer uma correcção, falar de Amizade, mas, não será também isto Amizade?
Não sou uma pessoa só. Tenho momentos em que a "solidão" pesa um pouco mais... mas sou uma Sortuda, tenho Amigos!

Fiquem bem

Até breve e... não esqueçam, sejam felizes ;-)

Erótica



publicado por Pontog às 19:14
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2005

Eu, ( árvore??? ) Erótica

Kinky… lindo, querido kinky… é desta que te vou bater!!! Fizeste-me chorar e isso não estava nos planos. Eu, preocupada com a acústica do nosso blog e tu, a pregar-me partidas destas….
Que posso eu dizer? Sei que te preocupas muito comigo. Tenho plena consciência de que tudo fazes para que deixe transparecer um pouco mais que esta “aparência”… mas, é esta a minha forma de agir… quiçá a forma de me reencontrar.
Mesmo nas florestas mais densas há sempre uma ou outra árvore que se debate com o facto de uma raiz, de repente, se sentir exposta sem conseguir encontrar o rumo certo… ou um rebento que se solta ao sabor do vento… o rebento a quem a àrvore tentou transmitir toda a sua força, mas… que a partir de determinada altura decidiu tomar o seu próprio rumo. Nem sempre o mais adequado… mas o seu rumo.
Quantas vezes a árvore num movimento desesperado, não sacode os seus ramos, contrariando o sentido do vento de forma a manter o seu rebento junto a si… quantas vezes… mantendo sempre a sua força, aparente…
Quantas vezes a árvore não tem que estender as suas raízes de forma a manter-se firme aos seus princípios, a tudo quanto a fez crescer… a ser o que hoje é… à custa de lágrimas de sangue? Seja! O importante é que continue firme!
Queres a minha essência? Ofereço-ta de bom grado. Neste momento serias a única pessoa a quem o faria (a Fetiche já me conhece )… preencham-se as cadeiras que deixaste disponíveis… que soem as pancadas de Moliére…
Eu, árvore Erótica…
Adoro a Vida! Adoro a natureza! Adoro as pessoas!!!
Desde sempre, vi primeiro as virtudes… só quando não havia mais de positivo a apontar me apercebia, ou assumia aperceber, dos defeitos… Continuo igual…
Aprendi com a vida. Mantenho a mesma essência com uma diferença… não me exponho… (ou não me expunha? (lol) não se vai repetir…)
Há dias questionaste-me… o que era mais importante para mim… e o que mais me magoava…
Importante, estar bem com a vida e comigo mesma… todo o resto virá por arrastamento. Manter-me fiel aos meus princípios :-)
O que mais me assusta? Pois sem margem de dúvida, a solidão! Eu sei… eu sei que já estou só… falta assumir que estou só… dói assumir… mas é a realidade, não é?

No entanto, mantenho-me firme… não te assustes, não vacilarei nem por um só momento. Sou Touro, lembras? ;- )

O mundo nunca será dos fracos … nunca o fui, nunca o serei… Não desisto nunca!!!!

Kinky, queridíssimo Kinky… (amanhã bato-te!!!! Lol)… Fetiche, sua maluca….

ADORO-VOS!!! (Gritei eu sei…. E foi muito bem gritado lol)

(Socorrrro há tempos dizia que este Blog se estava a tornar num dicionário de calão… agora… numa lamexice pegada… tss tss)

Beijos, mtos

Erótica

publicado por Pontog às 22:58
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A árvore Erótica

A árvore despida de vestimenta, estende os seus braços esquálidos em todas as direcções, mas são os dois maiores ramos solitários que se erguem bem alto quase a tocar no céu da indiferença de quem a vê de braços estendidos que me prende a atenção.
Uma música, a música de um cacto espinhoso, acompanhado por o som da lira da amizade, murmura-lhe:
- Porque estendes os braços, como quem pede colo, árvore Erótica?
- Porque estendes os braços como quem pede companhia, árvore Erótica?
- Porque o fazes, se recusas a entrar em contacto com o teu espírito.
- Porque o fazes, se ainda nem descobriste que não é a tua essência que se sente só. Mas sim os teus hábitos. Mas sim os teus receios.
O som nem chega a ser odorífero, mas consegue sacudir ligeiramente a Árvore Erótica.
Recua, nega, sente e desmente.
No seu recolhimento o espírito é o que mais se resguarda de olhares indiscretos. Os leigos, esses ficam pelo aspecto que o vegetal lenhoso consegue passar do seu interior. Chocalheiros que olham para o vegetal com aspecto de rebuçado e ficam a lamberem as beiças. E ela vegetal, arbusto, folha, ramo, mostra-lhes tão pouco. Quer que descubram mais, que a vejam como é. Que a sintam. Mas eles os chocalheiros, não sabem o que é sentir mais dos outros. E mesmo que soubessem talvez nem o fizessem.
O vento das revezes faz com que a árvore se dobre sobre si mesma. Ou assim parece ser. Mas ainda nem o vento passou e já ela altaneira volta a erguer-se, a endireitar-se.
A que preço, não sei. Ainda não descobri. Nem sei se alguma vez o descobrirei. Vejo a dor, a tristeza. Vejo muito que gostaria que a floresta também conseguisse ver. Ou pelo menos que alguém a visse como a consigo ver.
O que me daria uma alegria suprema seria ver que a árvore entrava em contacto com o seu interior e descobria a paz que necessita. Descobria que enfrentar-se era só o primeiro passo de muitos que ainda teria de dar. Mas ela já deu tantos passos….Tantos. Já puxou as raízes vezes e vezes sem conta. Já chorou copiosamente sangue, sem ter por perto ninguém que lhe curasse as feridas. Que agora entre o arvoredo, perdida. Porque é assim que a maior parte das vezes se sente. Perdida. Mesmo que ninguém saiba que se sente perdida nas suas dores.
É uma árvore vestida no exterior, mas despida no interior. Uma árvore erótica em pleno Inverno. Uma estação que nem ela quer entender. Contrasta com o Verão que já se anuncia na manhã. Que ela sente no exterior, mas que ainda não conseguiu sentir na sua essência. No seu interior é agora estação do cair da folha. Que ela ainda não sentiu que se tornará o húmus.
No jardim da vida encontra-se algumas, não muitas destas árvores presas à terra por fortes raízes. São lutadoras, sobreviventes das intempéries. Quem passa por ela vê a copa, ou os ramos eróticos. Repara nas suas formas, mas não no seu formato.
Hoje resolvi colocar várias cadeiras viradas na direcção da árvore erótica. Nunca ocorrerá a ninguém porque o estou a fazer. Nem creio que seja importante entenderem isso. Importante é que se sentem e assistam ao despertar desta essência.
Talvez no meio de tanto arvoredo, ela a árvore Erótica, seja só vista como mais uma, árvore, uma folha. Alguém que nos contempla numa prece que parece ficar longe de compreensão.
Quando o sol lhe toca ao de leve e o vento penetra por entre os seus ramos, ao fundo os montes de conversas ficam recortados por uma essência excentricamente simples que parece entoar várias melodias. Nenhuma delas aparentemente audível para quem finge que a escuta. Porque só pode ser fingimento se não a conseguem escutar! Ou será unicamente indiferença?
Esta árvore Erótica necessita que a consigam ouvir. Nunca vos pedirá que entendam as suas dores. Nem a tristeza que hoje cresce como erva daninha ao seu redor. Sei que não o fará. Receio que nem tente encontrar-se com ela mesma, por ser demasiado doloroso. O que não receio é desnudar-lhe o interior aqui e agora.
No meio de tanta natureza é quase hilariante ver como preferem a paisagem de jardim com tons de pornografia, a que foi fabricada por um jardineiro ou jardineira. A olharem para a árvore Erótica que está ainda no seu estado natural.
- Quem olha para si, olha e vê o aparente. – Não lhe vi o olhar quando lhe disse isso. Mas nem precisava ver. Sabia que estava a assentir. Nem o precisava ter dito. Todos sabíamos que era assim. A maior parte sente-se satisfeita por ver uma parte. E isso basta. – Mas não tenha tantas certezas, nem tente antecipar o amanhã, Erótica. O amanhã terá tempo de acontecer. Aproveite o hoje, o agora. Aproveite o momento.
-Existe tanta vegetação e falta de tempo e vontade. – Não suspirou. Não deu nenhum tom mais grave ao que tinha dito, mas continuou. – Acredita, Ria, não voltarei a amar, nem quero que me amem. Acredita que tenho esta certeza. A única que hoje tenho.
Talvez para os restantes seja só mais uma árvore Erótica. Para mim e para a fetiche é a árvore.


publicado por Pontog às 11:36
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Terça-feira, 24 de Maio de 2005

Não me apetece...

E aqui estou, corpo estendido, em repouso, à espera que o tempo passe… é esta a minha vida! Uma treta de vida… sem perspectivas de futuro, sem esperança… só me restam os medos, os receios… falta-me a vontade de os enfrentar.
Não é esta a vida que quero ter… sei que não é… tenho plena consciência do que gostaria que a minha vida fosse… tão perto e tão longe… sinto-me escravizado por esta apatia… Como superar os medos? Como chegar lá?
Tenho que ser forte… mais forte que eles… mas… Não me apetece! Não me apetece…
Eu sei que sou fantástico, tenho um corpo fantástico… mas de que me serve nesta mente que sinto cada vez mais envelhecida?
A minha alma chora… os meus olhos deixaram de sorrir…
Tento convencer-me de que é esta a vida que quero ter… tretas!!!
Merda! São estes os efeitos do Amor? O amor que nos provoca dor… desilusão… traumas… constrangimento… Não o quero voltar a sentir. Não me tornarei a entregar… Mas…
Foda-se, tantos mas…
Não era esta a vida que sonhava ter… Vou deixá-la passar ao lado, sentir-me cada vez mais amargurado. Tornar-me numa pessoa cinzenta… Na boca um gosto amargo … sei que depende de mim transformá-lo … transformar-me… Voltar a viver… gostar de viver…
Mas… (outro mas… bahhh!)

Não me apetece…


Até breve! Fiquem bem e… não esqueçam, sejam felizes ;-)

Erótica

publicado por Pontog às 00:24
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2005

......Ponto... a ponto... a ponto....


Puxei a camisa a brincar com ele...
Sorriu, mas nada disse...
Sentei-me ao colo e esfreguei-me contra o teu sexo...
Precisava sentir-te...
Sorriste como se nem percebesses que te estava a excitar...Deixaste descer as mãos pela tua barriga...
Mas queria sentir mais...O teu calor contra o meu calor...
Saborear-te não chegava, queria mais...Muito mais...
Brinquei com os botões... Uma a um...Passei as mãos em cada botão...Não os abri...
Continuaste a sorrir...Dando-me permissão para continuar...
Aproximei a boca da tua, não te beijei...Queria sentir o teu hálito...
A língua resolveu que queria estar na humidade da tua boca, mas passeou pelos teus lábios...Nem imagino se chegou a gemer...
Sentir-te ali...Nem tinhas para onde fugir...Nem querias...
Abri botão a botão...Nem sei se os abri todos, a mão deslizou até ao teu sexo...
Duro, estavas duro...
Mas não deixavas de sorrir...Um sorriso em forma de gemido...
Segurei o teu sexo entre as minhas mãos, acariciei-o...Lentamente...
A língua queria saborear-te...Lamber-te, sugar-te...
Coloquei-te na minha boca...Estremeceste...
Lambi-te até que a humidade estivesse ali no teu sexo...Como estava no interior da minha boca...
Empurrei-te...Queria olhar para os teus olhos...Soltei-te...Um queixume escapou aos teus lábios...
Olhaste para mim, olhei para ti...O desejo estava ali, vivo quente e palpitante como tu...
Querias ser sugado, querias ser levado até a um lugar que sabias que existia...
Mas que só tinhas conhecido de longe...
Segurei-o desta vez entre as mãos e fiz pequenas massagens...Estudadas, planeadas, como se fosse um gelado que sabia que ia acabar por desfalecer na minha boca...
A minha língua ansiava por te explorar, como se eu fosse ali a explorador de uma zona que mais ninguém quis conhecer...
Nada ficaria por ser sugado, nada...
Coloquei-te na boca e mordisquei-te com carinho, com luxúria...
Voltaste a estremecer...
Os teus testículos pediam-me: Mexe-me...Toca-me...Faz-me sentir...
Sedento...Tão sedento de sentir...
Era ali o teu oásis...Tu o sedento...
Enquanto te sugava...E não parei de sugar queria sentir-te de tal forma...Que estava a apoderar-me de ti...
O teu sabor já fazia parte do interior da minha boca...
A minha língua caminhou em passos lentos para os teus testículos...Chamei-lhe bolinhas do paraíso...esfreguei a boca contra o paraíso...E gemias...Gemias...Querias que continuasse...Que te mostrasse...Um lugar onde gostavas de ir...
Mas que demorava uma eternidade para chegar...E um só segundo para te dar prazer...
Suga-me...Pediste...Toma-me...
Puxaste a minha cabeça para o teu sexo, querias mais...
Será que ele não esperava que estar na minha boca seria algo tão arrebatador?
A respiração aumentava, como se tivesse dificuldade em respirar...
Um gemido, um dos que nasce no fundo do ser...Abraçou-me...
Deixei de alisar a pele enrugada dos nossos bolos do paraíso e passei a sugar-te o sexo avidamente...
A intensidade do desejo disparou....Disparavas desejo...destilavas desejo...
Levei uma mão a passear por as nossas bolas...Queria fazer-te sentir...
Acariciando tudo o que encontrava...
Soltei-te...Reclamaste...
Queria a tua boca...
Sabia que estavas prestes a explodir...Que tinha que prolongar o teu momento...
Puxavas-me a pedir-me a reclamar a união...
O teu calor tornou-se imenso, os gemidos aumentavam...Estavas a ser torturado pelo prazer...
Sussurravas palavras sem nexo...Não queria saber...Aquele era teu momento...
Ia prolongar-te o desejo até sentires que o lugar que te negavam existia para te dar prazer...
As minhas mãos, passearm pelo cabelo como se fosse eu que não tivesse pressa de chegar....Quero que sintas...
Murmurei, mas já não ouvia...
Querias a penetração ou a boca...
Os gemidos esses passaram a dançar entre a tua vontade de satisfação e a minha de te prolongar o momento...
Ofegante estavas ofegante...
Lentamente muito lentamente como se fosse uma peça ensaiada aproximei-me da tua boca...
O teu sabor e o meu...Juntos no mesmo espaço...
Senti-te as nádegas, sentei-me em cima de ti...Novamente lentamente...
Os gemidos esses tornaram a aumentar...
Inclinei as ancas e senti-te...Duro, hasteado...Pronto a entrar no meu calor...
Puxaste-me e só um gemido se uniu no ar, quando entraste em mim...
O teu clímax não tardaria a ser atingido...Mas não era isso que queria...
Já te mexias contra mim com sofreguidão...
Já só pensavas em clímax...
Gemias e estremecias...
Enlacei as pernas em ti...E mexi-me contra ti...
Só uma vez...Só uma...
Disse-te ao ouvido, enquanto te passava a língua: Deixa-me sugar-te novamente...
Não querias parar...Gemias...Não agora...Não querias parar...
Tentavas entre gemidos explicar-me que não podias parar...
Nem paravas de ondular, eras agora um oceano descontrolado, sem margens...
O clímax estava a chegar...
Coloquei as mãos nas tuas pernas e ergui-me...
Não assim...Queria o teu clímax...Mas que fosse até perto de um abismo donde nunca mais quererias regressar...
Tentaste impedir-me...Mas sosseguei-te, fiz-te uma festinha no cabelo, como a pedir-te paciência...
Mostrei que ia só ajoelhar-me, não para rezar uma prece...Mas para te levar até a um local novo...Conhecido, mas ainda por conhecer...
O teu estremecimento era o meu também...
Estremecíamos com tanto que se soltava dos nossos poros, da nossa essência...
Mas foi quando te segurei que o teu corpo pareceu apagar-se e acender-se...
Numa miríade de cores que clamavam por mais...
Pulsante...Tinhas o coração a bater no teu membro...Ia estar a sugar o teu coração, a sugar-te a vida e dar-te novo alento...
Ias morrer e ressuscitar...Uma vida nova...
Ia deixar-te morrer, só para te trazer de novo à vida....E a tua morte ia ser doce...Morto de desejo...E desperto pela explosão...Ias explodir para mim e em mim...
êxtase...Seria este a trazer-te de volta...
A minha boca conhecia-te desde sempre, mesmo que eu só te conhecesse recentemente, a minha boca reconhecia cada sabor, como se fosse um sabor nosso...
Rouco...O teu gemido era agora rouco...
Passei a língua por o teu membro, como se fosses um dos gelados que sei que vão derreter-se contra o calor da minha língua...
Com os lábios abertos encostava-os a ti, ao teu sexo e fechava-os até sentir o teu sangue a palpitar...
Agora já sabias que havia outro ritmo...Já entendias que só te estava a fazer dar os primeiros passos no sentir com intensidade e tentavas prolongar o teu prazer...
Os gemidos pareciam uma sinfonia de sensações....Nunca levadas a um extremo...
Quando pensaste que não podias aguentar mais...Suguei-te até te tirar o que tinhas deixado adormecer...



Bons Orgasmos....


publicado por Pontog às 18:55
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Balanço do nosso conhecimento na actualidade.

O som das confidências, em tom grave reverberou pela sala e manteve-se ali, mesmo contra a vontade de quem as tinha pronunciado sem sequer as colocar em palavras. Estavam nas expressões, na forma como as palavras ficaram no ar. Estavam nos intervalos em que as duas vozes se calavam. Perscrutava-as com a minha audição e olhar. Ou pelo menos o que ecoava entre os silêncios. A fetiche tinha um péssimo hábito de rezingar entre dentes, entalada entre o que não sabia contar e o que ia contando sem assumir que contava. Fiquei a ver como arregaçava as mangas. A ver a posse irónica que vestia desmentida pelo olhar abatido. Quis despir-lhe a ironia e o sarcasmo com que se vestia. Ou pelo menos pedir-lhe que hoje não o fizesse. Quis pedir-lhe para hoje andar nua de fatiotas que lhe cobrem o universo e só mostram uma imagem desfocada dela mesmo. Mas não pedi. Aquilo que vestia fazia parte dela, não o negava. Mas queria ver o interior. Por vezes via-a prestes a descarrilar na desmotivação, um comboio que por vezes saltava dos carris e se afastava com as suas dores. Queria dizer-lhe que podia ir construindo os seus próprios carris, se é que realmente necessitava deles. Ou ir a corta-mato sem carris. Mas não lhe pedi. Seria mutilar a moçoila. Não sou gajo para isso. Quer dizer… Sou gajo para muita coisa, mas mesmo que aparente ser um cabrão castrador, até que é só fachada.
Atabalhoadamente a Erótica, olhava de um para o outro sem entender se estávamos prestes a começar ou acabar uma agressão. O silêncio estava carregado de segredos. De palavras que se escapavam e iam mostrando o universo delas.
- Está tudo bem, Erotica. – Tranquilizou-a a Fetiche.
Esta respirou com alívio. Estava habituada a assistir aos nossos desentendimentos. Volta e meia aconteciam. Mas hoje era o dia das confissões e não gostaria de nos ver a puxar os cabelos e ter que interceder. Sentia-se numa quase paz. Não estava com pachorra para os nossos beliscões e puxões de pêlo.
Interrompeu a conversa fechada, com o seu pensamento:
- Gosto de escrever no blog, mas o Kinky, a kiinky, ou isso não nos voltou a provocar. - Suspirou. - E aquilo sem ele, ela ou isso nem é o mesmo.
Claro que a Erótica não precisava ter dito isto, eu sei que sou um gajo único e que blog algum é o mesmo sem a minha presença.
A Fetiche ficou irada a fuzilá-la.
- Os post’s do Kiinky fazem lá tanta falta como os gases fedorentos que ele está a soltar agora. - Troçou ela.
Um gajo tem de ouvir cada coisa!
- Foi o vosso sofá, criatura! - As molas do sofá rangiam e estavam ali a acusar-me de me peidar. Claro que me peido. Por vezes com estrondo. Outras vezes mansamente. Sou mais dado a flatulência nas conversas que a sofrer de flatulência com cheiro.
Mexi-me para ilustrar que era o sofá, mas este resolveu ficar silencioso. Olhem só a minha sorte! Até o sofá estava contra mim.
- Foi o vosso sofá! – Repeti já a ficar aborrecido com o olhar de interrogação da Erótica. Mas aquela criatura pensava que eu era o quê?
Por acreditarem que estava a ficar embaraçado, comeram a rir-se sonoramente. A Fetiche não se ria, soluçava. Enfim, devia ser uma gargalhada embebedada pelo pensamento pervertido da criatura.
- Calou! – Ordenei eu, já a começar a ficar nervoso com tantos soluços e gargalhadas histéricas. Que nem sabia se eram gargalhadas ou uma crise de álcool.
A Erótica recompôs-se rapidamente, fechou a torneira de água cristalina onde nadavam as gargalhadas e disse:
- Gosto de ir ler o Shaker, ou o Art of Love. - Ficou quase sem fôlego ao imaginar a escrita deles.
- Quem são esses eunucos?
- Ó Kiinky! São boas pessoas. Escrevem bem. E não são nada eunucos. Mas porque tens sempre de ser assim,?
- Oiça lá mas como sabe se os gajos não são eunucos. Já lhe viu os instrumentos?
- Kiinky, não preciso de ver nada!
- Também se visse, o mais certo era, senão fossem passassem a ser.
Tenho de contar que a Erótica faz colecção de falos. Armazena-os cortados no frigorífico. Chama-lhe gomas. Quando diz vou comer uma goma. Confesso que até a alma se me arrepia.
- Prefiro o xupa no pipi. - Resmungou a Fetiche que não conseguia estar com a matraca calada por mais de um minuto. Lambia as beiças com olhar sonhador a pensar no Xupa. Até já estava a estranhar. A Fetiche devia ter batido um recorde de silêncio. Conseguiu estar cinco minutos calada.
- Ora, estava-se mesmo a ver. É que só podia preferir que lhe chupassem no pipi. Pipi é vagina ou falo?
Fiz um curto silêncio para que a minha frase tivesse algum impacto. Resolvi continuar a armar-me em engraçado, mas obviamente a minha graça era demasiado densa para o entendimento das criaturas e voltaram as risadas.
- Com tanto riso ainda acabam a urinar-se como no outro dia.
Lá devem ter pensado que eu servia como sapateira e atiraram-me os sapatos. Era um cheiro a chulé horrível! Aconselhei-as a irem lavar as patas. Mas entre gargalhadas não acataram o meu conselho.
- Ó kiinky, por tua causa o Shaker pensou que não simpatizava com ele!
- Por minha causa? Essa é boa! Então mas sou eu que mando no que o eunuco pensa?
- Ele pensa que as três somos uma só pessoa, kiinky!
- O gajo pensa? Olhe que pelo que me conta, é algo que duvido seriamente.
Já era um facto consumado que a Erótica só simpatizava com gajos que não possuíam sagacidade de espírito. Quanto mais obtusos mais depressa ela se enamorava deles. Não quero de forma alguma generalizar, mas tem sido essa a maior constante.
Fez uma expressão de súplica e lá veio um pedido:
– Podias ir lá visitar o blog do Shaker e esclarecer isso.
- Mas eu lá sou gajo para ir visitar outros blog’s! Quanto muito ia até lá e visitava-lhe o ânus!
- O que o kiinky quer sei eu, - A fetiche resolveu meter a colher na conversa. – Quer que lhe mostrem o falo…Para depois…Er…Fazer as porcarias que gosta.
- Olhe lá quem aprecia o xupa no pipi, é você. Não sou eu! Não deturpe, criatura!

publicado por Pontog às 10:31
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