Quarta-feira, 13 de Abril de 2005

Mel - O- Drama

Ambas pintávamos …a manta. Variava da qualidade do pincel….
(bom, pelo que outros caracterizam por necessidades básicas, vemos muito…agora percebo o perigo de ter um rato que se move pelo deslizar do dedo e de um teclado que não faz barulho…)
Nem uma missa de encomendação da alma o salvava se tivéssemos decidido tratar-lhe da saúde. Também diga-se que na altura em que o Padre o aspergisse com a água benta, (na banhada habitual) no momento que a água lhe tocasse a pele até o Linguiça se esticava, revoltava e tínhamos garantido um fenómeno paranormal.
Mas deixaria saudade, nem que fosse ao senhorio.
O corpinho do Trinca-Espinhas seria de facto embalsamado, porque o boneco insuflável baptizado de ANR – Aguenta e Não Reclama que possuímos está nas últimas e assim seria uma substituição para as sevícias, até já tínhamos um nome para ele: ANC – Aguenta e Não Chora.
(O ANR está assim a modos que com muito remendo – sorte ainda se venderem para arranjar as cãibras de ar das bicicletas os tapa - furos, portanto tem o seu direito à reforma….Parece a Manta de retalhos que já vi a secar na corda da roupa do Lingrinhas…deve ser do enxoval…)
O Puto era dramático, senão veja-se a cena com que me deparei no escritório…dado ao Melodrama…Mel – O – Drama …(bom isso lembra-me a última história que tem dias…daí o refúgio em nosso templo).
O episódio ficou conhecido por isso mesmo…

O Mel-O-Drama:

Época do Carnaval, o Puto – Amante – De – Pau decidiu dar uma festa no antro dele ao qual chama de casa. Pôs o fatinho de véspera a arejar, a afastar da traça e a secar depois de merecida lavagem.
Descrição da indumentária: Fato Negro de Látex, visual Sado-masok, daqueles que mesmo vestido se mostra tudo e tem uns convenientes recortes no mínimo pouco enganadores e sugestivos.
Ao estender o tal fatucho de Power Ranger para graúdos – masok foi visto por alguma vizinhança e…ao vê-lo a dentadura da D.Gestrudes caiu para dentro da floreira….Ora a senhora tem 80 e pura e simplesmente por muito que visse o Sexy-Hot, agora que mudou para lentes progressivas aquela visão deixou-a um pouco abalada ao aperceber-se do fato e sobretudo das ausências de tecido …e a queda de dentadura pela estupefacção fez o Sr. Germano jardineiro, andar de rabo para o ar em Busca da Prótese (babada) Perdida.
Bom, com o fatinho pronto e ele mais que preparado, lá chegou o seu ilustre convidado.
Porém e a dada altura telefonou para o Quartel de Bombeiros Voluntários, mas como estávamos no Entrudo, decorria o Baile De Máscaras Dos Reformados da zona, ninguém ouviu ou atendeu o telefone, a folia e a pândega reinavam e estavam todos entretidos com as serpentinas e a lançar conffettis …
Entra esbaforido a clamar ajuda, pelo Baile adentro vestido qual CatWoman versão dominadora, mas com a falta de cobertura nas bochechas traseiras…
Motivo do pânico: Porque pura e simplesmente devido a actividades lúdicas especificas com Mel estava um outro alguém aprisionado com algemas – das quais devido à sandice do momento perderam as chaves…. Mas esse alguém vira a sua condição piorar de modo ainda mais sugestivamente dramático, porque se havia sido besuntado com o néctar das abelhas durante a brincadeira orgásmica…o problema agudizou-se, ou melhor tornou-se efectivamente algo que beirava o trágico-cómico quando algo que o Puto Alarve pensara sanado, apareceu em força, atacando em grupo de forma implacável: praga de formigas!
Lá foi esbaforido (duplamente) o Linguiça-Boy a entrar aflito (até arrancava o próprio cabelo) pelo Baile de Carnaval dos Reformados, atravessando a pista de dança… silenciando-se a música (neste momento tocava o apita o comboio) e o som que persistia e teimava era o de dentaduras a bater e a cair…qual peças de dominó… (tenho a impressão que surgiram também torcicolos e agudizaram-se problemas de geriatria à medida que eram batidos recordes de corrida pelo Puto - Amante – De – Pau).
Até lhe fumigarem a casa e o livrar da praga das formigas o Centrímetrosexual (por oposição a Metrosexual, porque depois do episódio do W.C., do que vi, ou melhor do que não vi, porque a bem dizer…não existia…jamais o poderia imaginar a metro, pois a verdade factual estava presente, eu vira a realidade…e contra factos, não há argumentos...) Mas como estava a dizer, enquanto o livravam da praga o Dominador – Man ficaria fora de casa… (isto aconteceu à dois dias, já estou a ver por onde vai ficar….).
Seria um crime despachá-lo…pelo menos por agora…
Quiçá apanhá-lo a jeito no Chat e…Chat (eá-lo)?


Fiquem Bem...

SeeUArround ;)


publicado por Pontog às 23:16
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Terça-feira, 12 de Abril de 2005

Pois é...

Pois é! Este Kinky Ele-Ela-ou-Isso é mesmo um cusco… ainda por cima, assumido. Cada vez tenho mais certezas de que lhe devia ter apertado o pescoço. Deus… o prazer que me ia dar vê-lo pr'ali a espernear até cair inanimado. Irra como me irrita que mexam nas minhas coisas, que invadam a minha privacidade sem a minha autorização.

Kinky Ele-Ela-ou-Isso prepara-te que desta vez não escapas à minha fúria.

Mas, respondendo ao que este “Isso” insinua, vou a Chats sim! Gosto de ir a Chats e não frequento um, frequento vários.
Gosto do ambiente de Chat. Personagens que se cruzam, personagens que se desdobram em personalidades múltiplas…
Trocam-se teclas … umas minúsculas, amistosas, algumas maiúsculas… não aprecio as últimas uma vez que gritos me ferem a “vista”.
Gosto de teclar, trocar impressões, brincar… mas também gosto de observar reacções. Sentir o ambiente… sentir a pessoa que está por detrás de um ou mais nicks…
Quantos sentimentos umas simples teclas podem transmitir… alegria, tristeza, paixão... frustração…ódios, ressentimentos. Quem diria que uma sala de Chat pode ser um mundo de emoções… vividas intensamente.
Por tudo isto, gosto de frequentar chats. Fazer parte desse mundo tão apreciado por alguns e tão criticado por outros. Gosto de ambientes polémicos, gosto de pessoas que suscitem polémicas. Gosto de provocar e ser provocada…

E quanto a ti Kinky Ele-Ela-ou-Isso, podes ir escrevendo o teu testamento. Podes fazer as despedidas das tuas orgias, dos teus momentos de des-bunda… e para a próxima - se houver próxima, duvido que tenhas tempo para isso - ao invés de invadires pc’s alheios, vê se te agarras ao rolo da massa ou ao taco de baseboll…

E com isto me vou. Não quero desperdiçar energias em teclas. Prefiro guardá-las para trucidar alguém … ou “Isso”...

Fiquem bem e não esqueçam… Sejam felizes ;-)

Erotica

publicado por Pontog às 16:06
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Erótica e Fetiche procuram homens que lhes satisfaçam as necessidades básicas.

Dali a pouco a Erótica voltaria para me matar. Na verdade já estava enforcado num conhecimento. Ainda pensei em telefonar à minha mãe para me despedir. Mas achei melodramático em excesso. Seja como for a curiosidade era maior que despedir-me dos meus pais. Nada me impedia de ir dali para fora, absolutamente nada. Gosto de reclamar. É a única conclusão possível. Sou gajo para isso e muito mais. Até sou gajo para ficar e as enfrentar.
Numa das janelas do monitor cinquenta luzes piscavam. A floresta do MSN, iluminada por todo o tipo de luzes. Reconheci o endereço do Messenger. Coincidência das coincidências, uma dela era um contacto meu. Tinha-a conhecida num chat onde fui banido. Gargalhei. Se não fosse asfixiada, ia gozar à brava com ela.
Um a um fui lendo os privados. Foi interessante de ler. Procurei uma foto da Erótica e coloquei uma no espaço dedicado ao efeito. De cinquenta janelas passaram a cem e aquela porcaria encravou toda.
Antes que me culpasse de avariar o computador fui ver o outro.
Fitei com atenção o endereço de e-mail. Também era meu conhecido. Tínhamos frequentado o mesmo chat. Mas a novidade não foi essa. É que se fosse gajo para ficar boquiaberto, ficaria-o duplamente.
Ambas, Erótica e Fetiche tinham colocado anúncios na net. Li em voz alta:
Procura-se companheiro potente, para relacionamento virtual e real. Requisitos: que seja atento, provocador e com grande capacidade de encaixe. Exijo o máximo do sigilo.
Já o anúncio da Fetiche estava de acordo com as fronhas de ilha.
Procuro homem para me tirar a virgindade virtual. Terá de estar bem conservado, dentro do prazo de validade e apreciar relacionamentos sadomasoquistas. Possuo uma chibata que lhe dará um prazer único. Imponho como condição primordial que seja virgem e não use prótese dentária. Requisitos que exijo são: que seja porco, feio e mau. Acrescentou em forma de piada banal que tinha gostado do filme. E esperava vir a ser montada numa moto, ou pela moto. Não estava muito claro o anúncio.
Fiquei tentado a colocar aqui o chat que elas frequentam e que eu também frequentei até ser banido. Por fim como sou um gajo caridoso, copiei o anúncio e coloquei em todos os contactos que estavam on-line
Fica aqui um repto a quem ler o post. Descubram-nas! Ou implorem-me que vos dê o endereço de chat. Sou gajo para vos garantir que não teriam tomates para elas.

publicado por Pontog às 13:24
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Continuação da continuação do Nosso conhecimento.

Os nossos passos foram encaminhados para outra divisão. Um escritório com aspecto feminino com várias pinturas espalhadas ao acaso pelas paredes. Uma das duas devia pintar.
Era a única divisão que não estava atravancada de cacos. Vi dois computadores. Deviam pertencer a ambas as criaturas. Senti que a Erótica ainda estremecia, mas não me permiti fazer qualquer tipo de comentário. Estava congelada num isolamento, numa dor que nem conseguia identificar. Virou-se para mim com uma expressão ameaçadora e até um pouco raivosa. Dirigiu ambas as mãos ao meu pescoço e ameaçou sorridente:
- Para a próxima aperto-te o gasganete! – Embora a voz estivesse ali. A essência andava a deambular no interior das suas agonias. As mãos essas pareciam tenazes em volta do meu pescoço e quanto mais vagueava algures, mais as mãos se fechavam tentando encontrar-se.
- Então, não era para a próxima? – Quis perguntar, mas a voz já estava estrangulada pela força dos dedos ausentes. Mas quem me mandou entrar naquele apartamento de belzebus? Bem que a minha avó me avisou contra aqueles demos.
Comecei a pensar que ninguém ia rezar uma missa por a minha alma. Que nem saudade deixaria. Que nem tinha dado de comer ao meu alarve. Que o meu alarve tinha direito a um repasto de ânus. O que fariam com o meu corpo? Iam embalsamarem-me, engalanar-me e colocar-me na sala de visitas?
A Pica-Pau Morena Meia Cana Papa-Açordas Inch (Ada) Dos Traques Que Não Se Permite Dar, chamou-a com uma voz esganiçada.
- Aqui. Estou no escritório, Fetiche. – Despertou dos seus pensamentos e afrouxou a pressão.
Entrou espavorida pela porta, com aqueles guinchos típicos de Fetiche e nem reparou que estava prestes a ser morto por asfixia.
- Ajude-me que ela quer sufocar-me. – Supliquei-lhe eu. Não sou gajo para mendigar ou teria mendigado. Não confundir uma súplica a um mendigo. Bem…A diferença nem é muita, mas para mim é a suficiente.
- Ó Linguiça, isso era sorte a mais. Infelizmente não vou ter essa sorte. - Depois virou-se para a Erótica e pediu ajuda urgente na sala
- Podes adiar essa morte por uns segundos?
- Não sei…Achas que ele se importa de viver mais uns minutos?
- Deixa aí o linguiça que preciso mesmo de ajuda. Daqui a pouco já voltas para acabar de brincar com ele. Ou para acabares de vez com ele. Ou para o que quer que estavam a fazer.
- Brincar? Brincar comigo? – Mas era só mesmo o que me faltava. – Ali prestes a ser assassinado e ainda me tratavam como se fosse um boneco de corda!
Virou-se para mim antes de sair e disse. – Não se preocupe, que não é hoje que o asfixiamos. Nem o violamos, nem assim. Pelo menos falo por mim – Avançou em direcção à porta, mas não sem antes acrescentar – Não obstante penso é que gostaria que o violássemos, mas é como lhe digo, não estamos para aí viradas.
Queria lá saber do que pensava ou dos seus “não obstantes”. Tinha acabado de ser salvo de uma morte que nem encomendei. Isso sim é que era relevante. Já respirava de alivio quando a Erótica disse:
- Mas nem te atrevas a mexer-te daí. Eu já volto para acabar o que comecei.
Com alguma cautela resolvi inspeccionar os computadores. Para minha surpresa ambos estavam ligados. Espiolhar não me devia prejudicar, afinal até já tinha sobre uma cabeça uma forca. Não seria por ver o que elas tinham no computador que iam retirar o banco.

publicado por Pontog às 13:18
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Fim do sugar da Erótica.

Na altura pensei que tinha sido o motivo daquela sedução se ver reduzida a escombros. Sou gajo para ter consciência. Pouca e tal. Que a consciência só dá trabalho. Mas não nego que a tenho. Mas claro, valores mais altos se levanta que a dita, quando me vejo como espectador de tais cenas.
Com brandura perguntou-lhe:
- Nem sentiste a presença dele pois não?
Foi ali que tive mais uma certeza. Em parte alguma daquele momento a Erótica se tinha entregado completamente. Ou jamais me teria sentido.
Tinha sido apanhado a espreitar. Mas não dei parte de fraco. Emergi da semi-obscuridade, escancarei a porta e disse:
- Surpresa!
Não sou gajo para recuar.
- Incomodo?
Perante o olhar espantado e despeitado do birrento, apareceu a minha cara.
Acenei-lhe com um sorriso de mofa. Que por pouco não era uma gargalhada sonora. Sou um gajo complacente. Só por esse motivo não dei vazão à vontade de me escangalhar a rir.
Por segundos a divisão ficou envergonhada. Nem uma só palavra se atrevia a romper o meu atrevimento. Mas o riso suave da Erótica varreu o silêncio.
- Para a próxima tens de pagar bilhete, pá.
- Lá sou gajo para pagar o quer que seja. Para a próxima fechem a porta e gemam mais baixo!
- Quanto a nós., – Aproximou-se do birrento e colocou-lhe uma mão entre as coxas, acariciando o membro já murcho num movimento lentíssimo. – Ainda não acabamos. - Sugou-lhe os lábios, deixando novamente hirto.
Deu-me o braço. Para trás ficou a palidez dele que já tinha sido um rubor de paixão.
A desorientação do Birrento era evidente. Como era um moçoilo que vivia de regras e submissão. Ficou a ver a Erótica a bater-lhe com a porta na cara. A penitência foi ficar ali abandonado com um desejo que o devorava. A substância sacarina tinha-lhe deixado na cútis o sabor azedo. Estava faminto. O sugar dos lábios, o sugar da sua essência, não podia nem naquele momento nem nunca ser aplacado ou saciado sem a penetrar. Abruptamente foi repudiado. Foi-lhe negada a satisfação. Foi-lhe negado a penetração. Foi-lhe negado o orgasmo.
- Ãh? – Para ele era difícil entender o que se estava a passar. O que era perfeitamente compreensível. Tinha ainda o sabor da erótica a esfregar-se contra ele. A paixão agora era um riço que a Erótica insistia em desenriçar com um puxão. Com o pente do afastamento deixou-o só com o que não entendia. Com o que na altura também não entendi. Mas, mais tarde quando ela tirou as taipas, descobri o que a tinha motivado a afastar-se dele. Só mais tarde entendi que a Erótica já tinha sofrido demasiadas decepções e agora temia amar, envolver-se com alguém.

publicado por Pontog às 11:12
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Continuação da continuação do sugar da Erótica.

- Ou vou fechar a porta e acabo com o deleite do Kiinky. - Fez uma pequena pausa e espreguiçou-se entre sorrisos.
Comprovei que as palavras da Erótica o faziam ficar ainda mais tolhido. A desorientação era tal que o pensamento dele estava dobrado para trás numa expressão de perplexidade. Isto se é que o moçoilo era capaz de um pensamento. Cá para mim era um ser fálico e só aquela parte do corpo é que funcionava.
- Ou deixo que o kiinky continue a assistir. Afinal ele até que é discreto. – O sorriso aumentou de intensidade. A claridade era tal que cegava o olhar, a reacção do moçoilo. Por fim concluiu. – Ou paro, porque até quero parar.
- Querida? - A confusão do Birrento era evidente. Estava embargado ainda em desejo. Tombava sem pára-quedas da lua dos sentidos para a terra fria e dura da realidade.
Estava entre duas paixões que por pouquíssimo não se tinham fundido num só corpo. Sentia-os ainda trémulos, ofegantes.
- Não suporto que me trates dessa forma! – A voz suave enrijeceu-se. Áspero som a dar voltas em espiral sobre o desejo até o tornar num parafuso moído.
- Mas que Kiinky? De é que falas querida? - Ele estava ainda preso a um desejo que lhe devorava o raciocínio. Isto se é que ele conseguia raciocinar. Pelo que me era dado a ver aquele fulano não sabia o que era a lógica. Ou não teria tido a ousadia de lhe chamar novamente querida, num momento decisivo. Ia ficar a chupar no dedo. Bem, ou aí ou onde bem entendesse. É que nem o iam sugar, nem iam sugar mais nada. Ia ficar no cais a acenar com o lenço branco que nem devia ter. Meias brancas até que tinha. Mas duvido que as fosse tirar. Assim como sei que não ia tirar uma reacção capaz de a impedir de se afastar. Era amorfo o fulaninho. E a primeira conclusão era certeira, era um ser fálico e nem conseguia escutar a Erótica. Só escutava os apelos do seu próprio corpo.
- Querida? – Nem queria acreditar que o acéfalo repetiu o termo. Que por sinal era bastante inofensivo e carinhoso, mas naquele momento acabou por se tornar a imunidade que a erótica precisava para lhe dar o óbito de morte. Mas que me estava a divertir até que estava.
Em vez de lhe responder suspirou longamente.

publicado por Pontog às 11:01
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Sábado, 9 de Abril de 2005

Continuação da continuação...Desta feita do sugar da Erótica.

O corredor que liga a cozinha à sala e aos restantes quartos estava carregado de suspiros. De gemidos. De um desejo vivo, imoderado. A febre do desejo a viajar por a corrente de ar, era quase palpável. Estava em todos os espaços. Sacudi a cabeça para arejar as orelhas e identificar de onde chegava aquela corrente que vinha carregada de erotismo. Uma porta encostada. O gemido seguinte convidou-me a espreitar. Uma melodia que nos convidava a mover a nossa curiosidade naquela direcção. Que nos tocava no âmago do nosso ser.
Espreitei para dentro da divisão. A flor da paixão desabrochava e era dela que emanava o odor que os tinha denunciado.
Meneei a cabeça e abri o olhar para o espectáculo que se me deparava. Não precisei esforçar-me para entender o que se passava. Dei um passo para trás para confirmar se por engano não teria entrado num filme pornográfico, ou erótico, ou assim. Ainda pensei em tossir para os avisar, mas antes que a tosse me entregasse resolvi que devia ao menos ver qual era o desempenho de ambos.
O movimento das duas massas hipnotizou-me. Aquele redemoinho de arrebatamento.
O ar adocicado pelo cheiro do desejo. A libido era ali a quinta-essência que me rodeava.
Os afagos eram quentes e subiam pelo ar. Formavam-se nuvens. Nuvens que me tocavam ao de leve o meu olhar.
- Enlouqueces-me. – A voz dele saiu gutural. Ou na volta até tinham algum problema nas artérias. Não sei. O que sei é que ele estava em ponto de rebuçado.
A Erótica Dos Tiques Que Se Fodam Os Gajos, tocou ao de leve com a língua os lábios dele, para de seguida os mordiscar com luxúria.
Carícias lentas, corpos desnudados, mãos a cair suavemente sobre cada centímetro da pele. Da pele dele. Encharcado em paixão, ele nem se atrevia a mexer-se. A mão dela, no entanto, movia-se não avidamente, mas sim pausadamente a saborear. Os quadris acompanhavam a dança que lhe impunha a rigidez que ele sentia.
O desejo fazia com que todos os sentidos estivessem focados na mesma direcção. A sugar, a sentir.
O suor ressaltava os músculos e as formas másculas gemiam contra o corpo da Erótica.
Peles luzidias em tempestade, enlaçados no mesmo tom. O birrento pela primeira vez teve uma reacção de descontrolo absoluto. Ergue-a no ar, naquele ar carregado de paixão. Colou o corpo ao dela até a esmagar de tensão; (leia-se tesão); contra a parede. Ele viu-se enlaçado no ardor do desejo, que aumentava de intensidade a cada novo toque da Erótica. A urgência era dele. Não vi urgência no toque dela ao tocar-lhe os lábios, sugando-os, enquanto lhe abria botão a botão num jogo de pura antecipação e provocação. Baixou a cabeça e sugou o mamilo dele. Os gemidos corriam desenfreadamente enlouquecidos. Empurrou-o e foi descendo quilómetros; (ou assim a ele lhe deve ter parecido, pela expressão de quase sofrimento que se espelhava no rosto) com a língua, os gemidos de êxtase dele, acompanhavam a descida até ao umbigo.
Ouvi o tambor de ambos que tinham encontrado um batuque perfeito. Sintonizado.
As mãos da Erótica desceram até às ancas.
Até o meu olhar era cúmplice daquelas mãos nuas que se tocavam. Dos suores. Dos tremores. Húmida a ondular. A nadar dentro de um lago de sentires travados pela imobilidade dela. Estática paralisou o ar, paralisou a água, quase afogando o moçoilo, Quando parou e sorriu.
Os dois espíritos andavam ainda pelo ar , quando a Erótica numa inocente maldade, disse:

publicado por Pontog às 12:46
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2005

Para ti...

amantes 2.jpg

Para uma pessoa especial, num dia especial...


"Sugar e ser sugado pelo amor

Sugar e ser sugado pelo amor
no mesmo instante boca milvalente
o corpo dois em um o gozo pleno
que não pertence a mim nem te pertence
um gozo de fusão difusa transfusão
o lamber o chupar e ser chupado
no mesmo espasmo
é tudo boca boca boca boca
sessenta e nove vezes boquilíngua.

Carlos Drummond de Andrade"


Tem um óptimo dia :-) ..................... e não esqueças de ser feliz ;-)

Beijos ...

Erótica

publicado por Pontog às 00:10
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2005

Visitantes ardilosos e duvidosos. Continuação Da continuação.

O burburinho de sons aproximou-se. Uma das vozes pigarreou. Virei-me lentamente.
Respirei o perfume que suplantava o do marisco estragado e que não consegui reconhecer. Perante os meus olhos estava um ónagro, ou assim me pareceu. E uma gastrópode. Sorriam-me ambos, pareciam divertidos por me ver no meio daquela trapalhada de cheiros.
O ónagro abraçou-me e gaguejou meia dúzia de palavras insípida, que completou com uma apresentação:
- Sou o ShakerMaker.
Pareceu-me que o fulano, o ónagro, tinha algo preso na traqueia, mas antes sequer de o poder confirmar a gastrópode aproximou-se também e beijou-me as faces com uma apresentação que mais uma vez não pedi.
- E eu sou a Flossi.
Vi-os encapotados a guincharem palavras. Tive tentado a abatê-los. Confesso que se este fosse o meu apartamento teriam sido trucidados logo ali. Mas não era. Por isso não empunhei uma catana. Só por isso não os decapitei. Porque sabia que estava numa casa alheia e aquelas apresentações deviam ser para quem as merecia. Estavam certamente a confundir-me com as criaturas Sui generis que eram as verdadeiras donas daquele espaço.
- Meus senhores, meus caríssimos senhores, estão redondamente enganados se pensam que sou o dono deste apartamento. – Mordi o lábio e tornei-o a morder quando senti que estava prestes a vomitar-lhes toda a verborreia que me tinham provocado.
Estavam ambos a observar-me. Não olhavam para a cara mas sim o meu falo que parecia estar excitado. Muito menos pareceram dar mostras de terem ouvido o que lhes estava a dizer.
- Ficou contente por nos ver. – Disseram quase em uníssono entre risinhos.
Olhem só o desplante daquelas duas criaturas. A olhar-me para as partes baixas. Até o corpete e o fio dental que estavam a dar-me aquele volume ficaram ruborizados. Tivesse eu uma tina e tinha-os afogado no que diziam. Certamente que no fim a conclusão é que estava a afogar esterilidade.
Sem mais delongas a tal gastrópode de sua graça Flossi e o onagro ShakerMaker, despediram-se.
- Apareça na minha casa, penso que vai gostar das orgias que consigo improvisar com a língua. – Piscou-me uma das vistas a gastrópode enquanto lambia os beiços das palavras que cuspiu em forma de convite.
Tal como apareceram desapareceram. Fiquei a proferir impropérios em voz alta. Que ninguém chegou a escutar. Era gajo para os sodomizar, mas com uma vassoura. Varia-lhe as ideias, varia-lhe os comentários e por fim tratava-lhes da flatulência. Irrita-me profundamente que nestes meios se visitem uns aos outros por ser politicamente correcto, por ser uma forma de publicitar cada habitação. Visitam-se uns aos outros com argumentos ardilosos e duvidosos, só para verem retribuída a visita. Sou gajo para entender que necessitam que os aceitem. (Que aceitem cada pardieiro como se fosse uma mansão sumptuosa. Sou gajo até para entender que necessitam de agradar e agradar aos outros). Por fim irrita-me solenemente que não deixem comentários no post das duas pessoas que realmente merecem comentários. Caríssimos, estou a cagar para todos os vossos comentários. Se voltarem a deixarem a vossa diarreia no meu espaço, será com prazer que vos esfrego os vossos excrementos nas fronhas.
Sei que o que não chegaram a ouvir acabará por chegar até eles.
Depois de arrumar este assunto dirigi-me até à sala.

publicado por Pontog às 10:46
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