Segunda-feira, 17 de Outubro de 2005

Pessoas - Marmelo

Marmelo, belo…Batata, crua…
Não sei o porquê da questão…de me dar com gente estranha gente, então. Para mim não há estranheza, mas há afecto e carinho com certeza. Pureza. Genuinidade.
Há quem estranhe que goste de chupar o limão azedo…ou de limonada, mas será tão estranha assim a degustação? A diferença de gostos é tão díspar quantas as pessoas existem, as raças as personalidades.
Só assim se compreende a diferença de privilegiar particulares, na sua imperfeição que é a natureza. Mas é assim que se consegue descobrir toda a possibilidade de gostos e sabores da natureza… A paleta de saberes e sabores…
Com as pessoas não é diferente. Digamos que gosto de marmelos, posso não gostar de marmelada…mas gosto de geleia. Gosto sobretudo do fruto. E das suas infinitas possibilidades…posso não sentir particular atracção pela característica de poder dar marmelada…mas da, no fruto inalterado que pode dar essa possibilidade.
Gosto de pessoas-marmelos.
Se repararem bem e se para perceberem o que digo, se derem uma dentada num marmelo, ou provarem um…reparam…podem arrepiar-se inicialmente, estranharem o sabor, mas logo de seguida vem a água na boca… áspero a princípio, seco aparente… mas numa fracção de segundo: água na boca. E que nos levam a outra dentada…e mais outra…e ainda mais outra…
Há pessoas assim… gosto de pessoas assim. Sorrio com pessoas assim… são a água na boca dos meus dias…mesmo que quem os veja, se arrepie, os considere ásperos ou um fruto feio…ou de atracção e interesse duvidoso…Ou que nem reparem que têm imensas hipóteses de darem belas e docinhas geleias, de comer e chorar por mais…
Se reparam que gosto de pessoas assim, nem se ensejam a dizer nada… ainda bem. Que assim vou saboreando as minhas pessoas-marmelos, predilectas… mesmo dizendo, podiam ficar com a marmelada, mas não com a geleia, ou o fruto…podia ser que aprendessem a admirar também… e descobrissem o doce saber e sabor. Gustação. Admiração.
Crua batata, belo marmelo…
Faz-me evocar um episódio de infância…que ninguém percebia o porquê que alguém a passear pela cozinha,fazia-se passar pelas costas distraidamente e surripiar uma ou outra batata em palito ou rodela… crua e comer…e de gostar de as comer cruas… e fazer sorrir com aquilo, quem reparava…e lá se ia sem explicação, apenas degustação.
Puro sabor… Puro saber…


SeeUArround e afins... ;)


publicado por Pontog às 01:25
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2 comentários:
De Anónimo a 19 de Outubro de 2005 às 18:21
Ótimo texto! Os gostos que fogem do comum nos aguçam os sentidos, nos fazendo sentir ainda mais vivos!Magana
(http://www.fotolog.net/magana)
(mailto:magana@terra.com.br)


De Anónimo a 17 de Outubro de 2005 às 01:55
Marmelo...limão...batata crua. Adoro. Também tenho tendência para me identificar com pessoas de "gosto" diferente. Pessoas-Marmelo, neste caso. Não aprecio geleia, não aprecio doces... prefiro mesmo o fruto ao natural (ahahahahahah já sei!!! Olha bem os pensamentos que vão nessa cabecinha... ahahahah) Mas é verdade. O que é natural é bommmm! O tal gostinho q 1º se estranha e depois.. entranha. lol bem.. é melhor ficar por aqui ou ainda pioro a situação eheheheh. Quanto mais falo... lol Beijos Fetiche.Erótica
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(mailto:Eroticaa@sapo.pt)


Dedos Marotos