Quinta-feira, 20 de Outubro de 2005

Nâo acredites no que vês...

Este post vem a propósito de uma pergunta que um amigo me fez. Se eu nunca iria escrever acerca da experiência que tenho de virtual, leia-se chat. Pois! Já lá vão uns anos. Muito havia por dizer. Passagens boas. Passagens menos boas. Há uns meses atrás escrevi algo a esse respeito, embora não muito desenvolvido.
No último post que aqui publiquei tentei retratar alguém, ou melhor dizendo, uma personagem com quem me cruzo frequentemente. E realço a palavra personagem pois trata-se de alguém com várias personagens.
Ao retratar “essa” personagem percebi como é fácil metermo-nos na “pele” de alguém. E só não o fiz na totalidade pois seria demasiado “pesado” (lol). A cada palavra que escrevia surgiam as palavras que leio diariamente. As “suas” palavras. (inconvenientes de ter memória visual lol) e sentia que conseguiria retratar aquela versão, sem grandes falhas a apontar. Note-se que não o fiz num sentido depreciativo. Note-se que tentei retratar não só a aparência como também um pouco da sua essencia. Mas, não adianta ir muito por aí.
Voltando ao tema, Chat é isso mesmo. Temos “pessoas”, aqueles que revelam ser quem são na realidade. Poucos. E, personagens. Cada vez mais. Demorei a tomar consciência da existência das personagens. Demorei a conseguir lidar com elas. Saí magoada … não conseguia conceber o porquê de inventarem realidades de vida. O porquê de se aproveitarem da ingenuidade, ou não será melhor dizer, da honestidade, de quem se limitava (e limita) a ser … quem na realidade era … e é. Detesto a mentira. E por isso mesmo cheguei a afastar de mim pessoas (ou personagens) por quem havia desenvolvido algum afecto. Mas algo mudou. Actualmente já consigo ir lidando, confraternizando, com personagens. Muitas vezes sei que várias personagens, várias histórias de vida, são a mesma pessoa. Mas consigo abstrair-me disso e teclar bem, sem mostrar… e quantas vezes o faço com um sorriso… (eu até sou Loira eheheh)
Um chat é um mundo. Uma representação do real. Onde maldade, ingenuidade (pouca lol) e brincadeira… se cruzam.
Precisamos levar tudo isso na brincadeira, ou então… sair e não voltar. Eu volto. Não voltarei diariamente como fazia. Mas, não chorem (lol) pois volto. Sem personagem. Serei sempre eu. E recordarei muitas frases lidas com um sorriso de orelha a orelha. Outras, com sorriso mais tristinho.. mas é normal.
No entanto, ao falar de chat recordo sempre um trecho de uma letra de Boss AC…

“Não acredites no que vês… segue a tua vida como és… A culpa não é tua … Lena... Lena...” ;)

E sabem? Chat ensinou-me muiiito acerca da mente humana. Foi muito positivo. E acredito que continue a ser.

Fiquem bem.

Tenham uma noite descansada e não esqueçam… sejam felizes ;)

Erótica

publicado por Pontog às 02:46
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2 comentários:
De Anónimo a 25 de Outubro de 2005 às 21:08
Tempos idos. Optaste por sair desse pequeno-grande, mundo? Apesar de ter consciência de estar a ser demasiado curiosa não controlo a vontade de te pedir uma opinião acerca do meio em questão. Segundo me parece muitos o frequentam mas poucos têm a coragem de o assumir;) Fica bem.Erótica
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De Anónimo a 25 de Outubro de 2005 às 05:14
Fizeste com quem eu me lembrasse de tempos idos. Conheci gente excepcional. Amigos que passaram do ecrã para o papel e se mantém. Não gosto de personagens.

"O essencial é invisível aos olhos"
O PrincipezinhoPirata
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