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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005

Motard Mocar

Marcaste a hora em que passavas para eu te acompanhar. A hora chegou, tu também, gosto da pontualidade. Não me fizeste esperar. Ouvi o sinal, apesar de um pouco diferente dos outros “chamares”. Espreitei… Vens de mota.
Incrível, de mota…não pensei que tivesses registado numa outrora conversa que adorava a sensação do vento….de liberdade….de movimento permitido, bamboleante de gingado por entre os obstáculos, galgando…rodando.
Os meus olhos brilharam, fiquei entusiasmada…energia palpitante, adrenalina crescente…
Apesar de ser fim de tarde, principio de noite, ainda se sentia o bafo quente que restava de um dia abrasador…
Lembraste a mota… ou seja, recordaste e não deixaste cair em esquecimento algo que te disse, num momento que não pensei que tivesses registado… eu gostava de motas, do vento, da liberdade alcançada do sentir-me em voo permanente e constante.
Vi o teu olhar e o sorriso que o acompanhava e me ofereceste, mal cheguei perto de ti. Era um sorriso maroto. Eu retribuí com outro atrevido…
-Vamos voar? – Disseste…
Subi para a mota, em sinal de resposta e preparada para um voo neste avião terrestre…ou terráqueo… este pensamento ocorre quando estou a lembrar que estou presente na nave com o melhor astronauta.
Ligaste a mota… a excitação disparou… bem como a descolagem.
Corpos colados. Além da vontade de assim ser, a força o vento e a velocidade e essa mistura toda impeliam que assim fosse… abracei a tua cintura. Colei-me a ela, tal como a roupa que trazias… senti as minhas mãos impacientes… respirava junto ao teu pescoço, fiz questão de o fazer…apertei entre os meus lábios o lóbulo da tua orelha…deslizei a mão da tia cintura seguindo o umbigo …ventre… a velocidade parecia aumentar, as forças que nos compeliam um para o outro também… agarraste a minha mão, entrelaçaste os teus dedos nos meus… sussurrei ao teu ouvido: - Boa ideia sair da estrada principal, não…? - E sorri…sentiste o meu riso, juntamente com o ar a desejo que saía dele… quente.
Nem demoraste nada a perceber e junto à próxima saída que nem sabíamos onde levaria apesar da placa indicadora e nem se me perguntas agora me lembro…avançaste.
Estrada secundária. Estrelas, lua magnífica que parecia um candeeiro aceso.
Acesos estávamos nós. Com uma mão passeavas na minha perna. Eu com a mão que passeava na tua cintura continuei o percurso… calças, botões. Passei pelo tecido que te fez soltar suspiros mais intensos… e coloquei a mão por dentro tas calças. A outra mão segurava-me a ti, a tua cintura, o teu peito… coloquei as pernas entrelaçadas em ti…
-Segura-te …-e guinaste para uma estrada de terra batida, paralela à principal mas protegida por umas árvores de grande porte que separavam e serviam naquele caso de …biombo…
Levava uma saia minúscula que me dava uma certa liberdade….de movimentos. Com a mota em movimento, coloquei os pés nos pedais e levantei-me…abri os braços, encostei as penas a ti, senti o vento a agitar…a roupa, os cabelos, o corpo…e sorria… gritava… yupiiiiiiiiii….
Coloquei a saia por cima da tua cabeça…Tu debaixo dela… E tu rias e dizias: -Malucaaaa…
Com os pés seguros nos pedais, comecei um movimento, levantei um pé a perna e segurei-me aos teus ombros para não me desequilibrar e ter um suporte…
Comecei ladear e consegui colocar-me à tua frente….com a mota em movimento contínuo e nós numa satisfação perpétuo bem como uma adrenalina e desejo crescente.
Fiquei frente a frente a ti. Sorrias, mas o teu desejo estava nos olhos…beijaste-me.
Entrelacei as pernas em ti e com as mãos empurrei o teu rabo para mim. Apalpei-te e aproveitei o facto de nem poderes usar as mãos. Gostei. Tu também…
Estava entre ti, as tuas coxas, entrelaçada à tua cintura e o depósito de combustível…
Beijava-te o pescoço mordiscava-te onde alcançava, passeava a língua…passava as mãos em sinal de abraço pelas costas e com as unhas deixava um trajecto marcado… passei a mão pela tua cintura e arrepiaste-te…disseste: sabes o que estás a fazer…? – E sorriste…
-Não…- Retorqui enquanto tudo em mim era contradição pelo que havia dito…e acrescentei: …-mas é tão bom não saber, não é? Vamos descobrir…
Acompanhei o que disse com o desapertar dos botões das tuas calças…cada um que abria, estremecias… Alcançaste-me a cintura, as coxas com um acariciar constante com uma mão apenas….a outra concentrava-se noutros manípulos.
Estavas pulsante, beijavas-me a boca, o peito… fiz-te entrar em mim e aceleraste…
Puxavas-me para ti utilizando a força proporcionada dela aceleração e desaceleração… As minhas mãos passeavam pelo teu cabelo, pelo teu corpo, estava segura a ti, as pernas acompanhavam a dança “acelera-desacelera” a loucura, adrenalina e tesão eram a companhia… o desejo crescente e o extâse não pediu licença. Puxava o teu rabo para mim, como tu usavas o manípulo da aceleração… gemidos ao vento… e soltas-te um suspiro sonoro…
Fiquei abraçada a ti e tu a mim durante mais uns vento-segundos… e depois rimos… e rimos mais ainda…
Seguimos caminho…até itinerário principal, depois de tudo nos devidos lugares, livres de multa… mas de sorriso no rosto.


SeeUArround e afins... ;)


publicado por Pontog às 12:39
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1 comentário:
De Anónimo a 27 de Dezembro de 2005 às 12:42
Amour brûlant

Dans l'obscurité, un homme, une femme,
A la seule lueur d'une flamme...
Un bel instant de tendresse,
Où se mêlent silence et caresses...
Lorsque, soudainement, les gestes s'affolent,
Dans ce monde toujours sans paroles...
Les lèvres se rapprochent doucement,
Se touchent et se séparent furtivement...
Enfin, un long baiser brûlant,
Et l'atmosphère se fait volcan...
Les corps brûlants s'enflamment,
De ses bras, l'homme serre la femme,
Et les membres s'entrelacent,
Ne laissant plus aucune place
A la moindre petite bulle d'air...
Il n'y a plus de repères,
Et les âmes s'envolent au paradis,
Tandis que les corps restent dans la nuit...
Puis, le moment magique et sans fin
Où les êtres ne forment plus qu'un...
Les secondes se perdent dans le temps
Les corps s'enlacent profondément,
Jusqu'à la phase finale,
Où le monde devient l'extase totale...
Carlos
(http://vagueando.blogs.sapo.pt/)
(mailto:c_m_a_n_u_e_l@hotmail.com)


Dedos Marotos

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