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Segunda-feira, 11 de Julho de 2005

Labirinto

li.jpg


Labirinto... labirinto...
Tenho alguma culpa de os estojos de química da vida estarem caducados ou de serem dadas a reacção e retardadas…ou nem se darem? Tenho lá culpa de não gostar de quem não gosta de mim, seria bem mais fácil a quem se mostra digno do meu afecto, mas não é assim…devo ficar rendida à gratidão do que possam ter por mim? Do carinho comovente..? Da tentativa de me fazer ver que é a pessoa certa para mim, quando todos os meus poros clamam não…não reconhecem o toque? Quando o sangue não circula mais rápido, quando a respiração só é mais e mais sentida a claustrofobia por contrariar e contrair a minha vontade…? A vontade de voar, quando só vejo redes no ar?
Socorro….
Sinto-me ingrata quando não o sou, quando a mim própria cobro a rectidão…
Justifica ser quem mais me ajudou, quem mais cobra? Será esta exigência, este apelo legítimo?
Há a possibilidade de estar ao lado de alguém e sentirmo-nos sós… estarei tão consciente disso? Será o toque “mentível”?
A ansiedade e a impulsividade cobram-me respostas, atitude….mas eu nem sei ainda o que quero fazer…e cobram-me e cobro-me uma resposta agora, que nem estou pronta para dar…para assumir…porque fico entre o deve e o haver…entre a gratidão e a oportunidade que adio em mim…para mim…
Não! Hoje recuso-me dizer não há desistência de poder amar, de sentir, de ser. Hoje recuso-me a deixar de ter esperança nas minhas oportunidades, ou de as descobrir, ou de poder partir a cara. Hoje digo não à impulsividade que me pode ceifar parte de mim. Hoje aplaco a ideia de justiça para com os outros e cedo-a a mim própria.
E oscilo, enquanto o toque e o sentimento que não chega…estes não me chegam...mas terei dado a mim mesma chance de descobrir noutro lado?
Sinto-me entre o vai e o vem…entre ceder a mim…ou aos outros…
Pedem e equaciono pisar um trilho por onde já passei, que conheço e que não me serviu… Preciso de respostas… Preciso de luz… preciso de mim…será que …que será… será…




SeeUArround e afins ... ;-)




Fetiche

publicado por Pontog às 04:29
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4 comentários:
De Anónimo a 11 de Julho de 2005 às 13:45
Nem sei como começar. Também aqui revi parte da minha vida. Uma decisão. Talvez embalada pelo Alguem, ou pelo simples facto de não ter conversado sobre isto cm ninguém e saber que não se está sózinho, é muito importante. A minha decisão foi diferente. Não sei se por ser mulher,ou mais fácilmente me cairiam em cima, ou por ser mais "sensível" ou devia ter sido mais, ainda consideram alguns. Eu decidi ficar, dar uma nova oportunidade pelo que a pessoa sentia por mim, eu não. Já não...Mas era meu amigo.Um óptimo amigo. Tinha-o sido sempre. E senti um dever, uma obrigação de o fazer sntir feliz, pois como ele dizia "amava pelos dois". Eu nem sei bem como de pessoa forte, me deixei enfraquecer por uma decisão que tinha de ser para já. Não sabia o que comportava. As almços de amigas ou entre amigos e motivados pelo afecto deles, ou sei lá diziam à laia de desabafo ou nem cheguei a perceber...há muita coisa que ainda hoje não percebo. Mas tentei. Fiquei. Até um dia,depois de almoço que até tinha corrido normal, comecei a perceber ao olhar em meu redor, que as coisas me pareciam,sei lá, sem cor. Amorfas. Mas era eu...quando cheguei ao emprego fui à casa de banho das senhoras,olhei-me no espelho e chorei...chorei como não tinha chorado até então...chorei até as lágrimas me faltarem. Chorei por mim. Nessa tarde e mesmo com os olhos inchados de chorar senti. Senti que não dava. Quem estava amorfa de sentir era eu, mesmo o que me recusava ver. Nós, eu e ele não dávamos. tentei, sabe Deus o que tentei. Mas queria sentir mais, viver mais a minha vida era curta até então...e o certo é que nos tínhamos e tínhamos estado nos eventos importantes um do outro. Até então tinha ido nos apelos dele. Na culpa por nã retribuir minha. Mas chegava. Hoje estamos separados...penso que o tempo e a tentativa não serviu a nenhum...foi um adiar. Adiar de coisas que parei ao fim de um tempo. Não consegui deixar que ele chegasse a essa conclusão. E tentei. Tentei que fosse ele a partir para eu não me sentir tão mal. E ele percebesse. Eu sentia-me colhida e ele nem culpa tinha. Tive de me afastar dele, mesmo ele não pedindo e para que contyinuássemos amigos, mas pedia para continuar apenas a fazer parte da minha vida. Na altura para me restabelecer e erguer de novo, tive de dizer não. Custou. Mas não tanto como ter estado este tempo todo a dizer não a mim mesma. As amigas? Sendo realmente amigas, só me avisaram que estariam por mim e que só me chamariam cabra uma vez, mas só derivado a costela de mulheres. Afastei-me delas também e de amigos comuns, apenas um tempo. Mas precisava tratar de mim. Fui egoísta, mas só depois de penar e me culpar e de duvidar que seria capaz dfe gostar de alguem, ou se ainda sabia o que era. Hoje curiosamente not que com a distância da altura, os amigos são mais amigos, a vida é mais vida,pelo menos é a minha vida. Prescisei de uma desintoxicação. Tentei e não deu, hoje teria ido logo e não nos teria feito passar aquela provação. Fraquejei e sei que fui fraca, ou apenas cansada.Consigo hoje integrá-lo na minha vida. Mas não posso nem devo contar tudo. Porque ele tem a mania de tentar resolver-me tudo e eu assim desaprendo a andar outra vez. Boa sorte. Minha nossa, escrevi tanto sobre o qual não verbalizei estes anos de recuperação e estada. Alguem, concordo: Vou mais leve. Gostei de passar por aqui. Beijoseupasseiporaqui
(http://naotenhoblog)
(mailto:desculpemmasnãopossodar@34.pt)


De Anónimo a 11 de Julho de 2005 às 13:34
O texto está lindo Fetiche :)Tocou-me particularmente... tu sabias que ia ser assim :) Toca qualquer um que tenha passado por uma situação semelhante. Que tenha sentido a angústia da indecisão entre o ficar ou o partir... são momentos de verdadeiro desespero. Sabes que também eu passei por uma situação semelhante. Oscilei na minha decisão. Isolei-me de todo e todos, desesperei... mas parti. Tinha que voltar a ser Eu! Hoje sinto que essa foi a decisão certa!
Adorei o comentário do "alguem que despertou". É isso mesmo. O ter coragem para ir em frente. Lutar pelo que sentimos ser o melhor para nós e por vezes para os outros também, embora possa não parecer numa primeira instância. Não é fácil cortar as amarras e partir. Não é fácil insistir na busca de algo a sós... mas também não é impossivel e o resultado só pode ser bom! Engraçado, ao ler o "alguem" revi-me em parte na experiência dele, o reaprender... o reencontro connosco mesmos... é isso! ;)A partir do momento em que conseguimos superar os obstáculos muitas vezes por nós criados (e que são os mais dificeis de ultrapassar) que conseguimos traçar o nosso rumo e mante-lo, todo o resto surge naturalmente. Actualmente sinto-me tranquila. Renasci. Estou bem comigo e com o mundo. O Amor... pois ainda não o consigo definir. Quiça, um dia... beijinhos Fetiche. Fica bem

Erotica
(http://)
(mailto:Eroticaa@sapo.pt)


De Anónimo a 11 de Julho de 2005 às 12:38
Pois sempre os li, com atenção, mas nunca escrevi. Vai-se lá saber que este post fez o clic na minha cabeça e despertou uma experiência. A minha. Conheço a história, porque a vivi. Esta é parte da minha história a que leio. Pela primeira vez seti necessidade de falar sobre ela. Porque senti o desespero que vivi, porque vivi a incerteza de ficar ou ir. Ora bem, eu parti, não fiquei. As dúvidas? sempre cada vez que tinha de dar um passo. Conheci a pessoa que me acompanhou durante muito tempo, cedo. Crianças...bom, nem tanto. Mas era o corpo que conhecia, o primeiro, o que reconhecia. Não conhecia outro, como não conhecia outras experiências com ninguém. Eu pensava que era amor. Mas o vazio foi crescendo em mim, no que tinha para dar. Não reconhecia o que me relatavam como sento tão "nobre sentimento". Mas ela amava-me. Era uma constante. Queria simplesmente permanecer e estar. Foi horrivel quebrar com aquilo, porque quem nos rodeava dizia que era muito amor o que ela sentia, que me adorava. Eram os amigos, mutuos, que esqueceram de olhar e ver o que comigo se passava. Ela era óptima pessoa, ainda o é, hoje. Ser humano incrivel.Mas comecei a sentir-me cruel.Ingrato. Miserável por alguem me oferecer tal sentimento e eu, não. Esse era o facto, comecei a pensar que era realmente mau, que seria incapaz de gostar de alguém e que o melhor era ficarmos juntos e esquecer o resto. O resto era o potencial dos meus sentimentos, que assim nem descobria e teria de colocar debaixo do tapete e esquecer. Fui incapaz de o fazer. Não consegui o último sacrificio, que seria o meu. Mesmo sabendo que podia ficar. Que podia ficar e resignar-me.Fui contra tudo, ou seja entreguei-me à possíbilidade de encontrar o amor, mesmo que nunca o sentisse. Mas queria arriscar. Tive medo. Mas não podia continuar a pensar que era uma pessoa cruel.E fui cruel, durante muito tempo, vejo a esta distância, sobretudo para comigo mesmo. Quando me afastei um pouco, dos amigos que pensavam e nos empurravam para aquela calmaria de água choca...comecei a viver um pouco. tive de reaprender uma série de coisas, incluincodo o facto de ter direito à felicidade, ou de a descobrir. A enfrentar as minhas coisas. Mesmo a assumir que poderia nunca sentir algo...que nem sabia muito bem o quê... Bom, quando aquietei o desespero, necessidade e a busca de amar e da paixão ...o Amor surgiu...bom penso que é amor, porque depois destes anos todos, nem sabia se o tinha sentido...tentei reconhecer, mas a minha dormência até então não deixou. Encontrei alguem que me faz correr mais o sangue nas veias e dou por mim a pensar numa mesnsagem que por vezes e por culpa das operadoras custa a chegar. Não sei o que é...mas ainda bem que arrisquei a descobrir...tarde, mas foi :) Incrivel, escrevi aqui o que nunca contei a ninguém...sinto-me aliviado. Obrigado. Tenho lido as Duas, (penso que são duas e o rapaz, que tem uma graça que me faz rir) Boa sorte. Deixei o testemunho e algo que gostaria de ter ouvido na altura, sobretudo saber que as dúvidas não eram só minhas tinha valido a pena...Hoje está tudo melhor, os amigos hoje percebem que era o melhor...até eles precisaram da distância para perceber. :) AlguemalguemQueDespertou
(http://nãotenhoblog.pt)
(mailto:no.mail@aqui.pt)


De Anónimo a 11 de Julho de 2005 às 10:38
Lembra-te de que existem faróis. Podes olhar em redor e não ver a sua luz mas, por certo, alguns estão à escuta. "escuto... câmbio".Wrong Way
</a>
(mailto:umdiamais@hotmail.com)


Dedos Marotos

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